Hepatite A

Há um surto de hepatite A sendo notificada na cidade de São Paulo, mas na realidade esse aumento de casos tem sido percebido no mundo todo, principalmente entre homens que fazem sexo com homens. Esse aumento tem ocorrido devido ao sexo anal e oral, pois o vírus é disseminado pelas fezes. Essa maior incidência também ocorre nos EUA e na Europa.

As hepatites virais são causadas por diversos vírus totalmente diferentes entre si, designados pelas letras A, B, C, D e E. O único ponto em comum é o fato de afetarem o fígado em um quadro variável. A hepatite A caracteriza-se pela transmissão pela via fecal oral, ou seja, pela ingestão de alimentos e água contaminados pelo vírus. Até então, era considerada uma doença infantil.

As consequências da infecção pelo vírus da hepatite A tendem a se apresentar benignas, ou seja, não deixam sequelas, apesar de em cerca de 0,1% dos casos podem ser fulminantes e letais. São consideradas formas agudas de hepatite, não tendo formas crônicas. Geram imunidade após o contágio. Desde 2004, o Ministério da Saúde incluiu a vacinação contra a hepatite A no calendário oficial. Em dose única, a vacina se mostra bastante eficaz no controle da infecção
Nos últimos anos, a Hepatite A está modificando seu perfil epidemiológico em função dos hábitos sexuais. O problema se agrava porque o vírus passa a ser eliminado nas fezes duas semanas antes dos sinais clínicos da infecção. A sintomatologia, na maioria dos adultos, inclui fadiga, baixo apetite, dor de estômago, náuseas e icterícia, que duram por dois meses após a infecção.

O órgão americano de controle doenças infecciosas, CDC, já apresentava em documentos de 2010 a hepatite A como infecção sexualmente transmissível, sugerindo como controle a necessidade de vacinação para todos os homens que fazem sexo com homens. Obviamente, isso não se relaciona à opção sexual, mas a prática de sexo anal, seja com mulheres ou homens. O CDC ainda acrescenta a necessidade de vacinação para aqueles que compartilham agulhas na administração de drogas endovenosas.

O  Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br

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