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A efetividade dos métodos contraceptivos

Por Paulo Angelo Lorandi

Métodos de contracepção existem há milênios, mas nem sempre com efetividade e segurança garantidas. Os métodos contraceptivos podem ser classificados como definitivos ou temporários. A laqueadura tubária é definitiva em mulheres e vasectomia, em homens.

Como método temporário e reversível, o uso de barreiras é outra prática antiga. Os preservativos atuais são mais efetivos e podem ser usados por homens ou por mulheres. Também como método de barreira existem os diafragmas, DIUs e outros menos usados.

Já o uso dos contraceptivos hormonais está incorporado na sociedade moderna e foram apresentados às mulheres nos anos de 1960. Desde então, evoluiu para diversas formas de produtos e podem ser administrados pela via oral, injetável, adesivos transdérmicos ou pela via intravaginal. As substâncias usadas são semelhantes aos hormônios femininos e funcionam impedindo a formação dos óvulos e espessando o muco cervical impedindo a progressão dos espermatozoides até um eventual óvulo que tenha sido liberado.

A via injetável e o anel vaginal têm a grande vantagem de garantir a manutenção da concentração dos hormônios no sangue, o que é fundamental para a efetividade do método que é de 99% quando bem utilizado. Isso significa que uma em cada cem mulheres poderão engravidar, mesmo fazendo o correto dos contraceptivos. Em relação ao anel vaginal, a FDA, agência reguladora americana, aprovou, em 2018, um novo produto reutilizável.

O anel vaginal é um dispositivo em silicone que libera quantidades constantes de hormônio promovendo a contracepção. Os produtos disponíveis até o momento são descartados após 21 dias de uso. O novo produto aprovado nos EUA será um dispositivo reutilizável e que deverá ser mantido guardado pelos 7 dias de repouso, quando não se usa o anel. Após esse período, o anel deverá ser reintroduzido com nova dose de hormônios.

Como todo contraceptivo, algumas restrições devem ser notadas. O uso de hormônios, por qualquer via, deve ser evitado quando houver risco de doenças trombóticas arteriais ou venosas. Também deve ser contraindicado para mulheres com história de câncer de mama ou tumores hepáticos, hepatite aguda ou cirrose grave. Mulheres com hemorragia uterina devem diagnosticar a causa antes de fazer uso de qualquer contraceptivo.

O produto aprovado pela FDA, assim como os demais contraceptivos hormonais, não previne contra as infecções sexualmente transmissíveis. Para esse objetivo, é necessário o uso de contraceptivos de barreira, as camisinhas masculina ou feminina.

Se ainda tiver dúvidas, encaminhe sua dúvida para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do curso de Farmácia da Unisantos. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br ou por carta endereçada ao CIM, avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002.

Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (Currículo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.


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Foto: Pixabay

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