COLUNASMAIS SAÚDE

A importância de cuidar da saúde dos ossos

Por Paulo Lorandi

O conceito moderno de saúde representa ter a capacidade de usufruir a vida cotidiana com autonomia, mesmo que eventualmente o indivíduo apresente alguma doença. Outro conceito bastante aceito atualmente é o de que muitas das doenças decorrem da opção de vida. É necessário ter uma visão integral da saúde, garantindo-se um estilo de vida pensando no tipo da alimentação, na necessidade de descanso e de lazer, na manutenção de elos sociais e familiares, além de outros fatores não apenas biológico.

Assim, é preciso entender que o corpo é um todo em harmonia e dar atenção a cada uma de suas partes como, por exemplo, os ossos. Os ossos são estruturas com fisiologia particular, pois além de dar sustentação mecânica ao corpo, garantido o movimento, é um reservatório importante de elementos químicos, notadamente o cálcio.

De um modo geral, podemos dizer que 99% do cálcio do organismo está depositado nos ossos e que 1% está livre pelo corpo, realizando funções importantíssimas como atividade cardíaca, muscular e nervosa. Para garantir que sempre haja esse 1% de cálcio circulante, a vida do osso é regulada por diversos hormônios que o produzem quando o cálcio é suficiente ou o retiram do osso quando está em falta, porque as demais funções desse mineral são muito importantes.
A renovação contínua de parte dos ossos é realizada por algumas células que trabalham em conjunto, umas desfazendo o osso e outras o repondo na mesma proporção. Esse equilíbrio pode ser positivo, ou seja, produzindo mais osso como na infância e na juventude ou negativo, perdendo-se osso causado por diversos fatores nutricionais e hormonais.

A primeira preocupação a se ter com a saúde óssea é a ingestão regular de cálcio. Padrões internacionais recomendam a ingestão diária de 1 g para os adultos e quantidade maiores para gestantes e idosos. Não basta ingerir cálcio, esse precisa ser biodisponível, ou seja, o organismo precisa ser capaz de aproveitá-lo. A melhor fonte de cálcio nesse sentido são os derivados do leite. Quatro a cinco copos de leites ao dia suprem a quantidade ideal. Como os queijos têm maior concentração de cálcio, então são alternativas importantes.

Alguns vegetais (aveia crua, amêndoas ou couve manteiga) também são ricos em cálcio, mas seria necessário ingerir grande quantidade desses alimentos para garantir a quantidade mínima. Então pense em uma dieta diversificada. Como fator positivo é a exposição ao sol, porque a pele produz um hormônio importante que aumenta a absorção do cálcio. Do mesmo modo, a atividade física constante estimula a fixação do cálcio.

Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br
Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (Currículo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.


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Foto: Pixabay

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