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A importância e os benefícios do aleitamento materno

Por Paulo Angelo Lorandi

A semana mundial do aleitamento materno foi definida para os dias de 01 a 07 de agosto e foi estabelecida em 1992 pela World Alliance for Breastfeeding Action. O aleitamento exclusivo até os seis meses de vida, sem mais nada nem água nem chá, traz benefícios para o bebê e para a mãe incontestáveis. Desde melhorar na capacidade imunológica do bebê até maior capacidade cognitiva. Para mãe, da recuperação pós-parto mais rápida à diminuição no risco de câncer de mama. A importância do amamentar é consenso mundial!

O que é um ato aparentemente simples, natural até, traz uma série de confusões e complicações criadas culturalmente, como leite fraco, insuficiente, azedo, entre outras coisas. É preciso afirmar categoricamente, são mitos e, portanto, não verdadeiros. O leite materno nunca será fraco porque sua composição não depende da mãe, por já ter um condicionamento biológico. O leite produzido pelas mulheres, ainda que possam ter pequenas variações sempre terá a melhor composição para o bebê. Pode ter uma aparência aguada, mas é assim que tem de ser para ser bem digerido e completo.

Todas as mulheres são capazes de produzir leite suficiente para uma criança. Quando o bebe chora, ele o faz por diversos motivos, porque esse é o seu modo de comunicação. Fez xixi, chora! Cocô, chora! Dor de barriga, chora! Está com fome, também chora! Então fica difícil saber o real motivo, principalmente no primeiro filho. O acompanhamento pediátrico da criança quanto ao peso e a altura irão garantir a alimentação está adequada.

Muitas mães alegam que o bebê não quis o peito. Na realidade, é preciso usar a técnica correta do amamentar. A criança não deve “pegar” apenas o bico do seio, mas sua boca tem de envolver a aréola, para não diminuir o poder de sucção. É possível que falhe nas primeiras tentativas, mas depois de aprendido, não tem mais volta. E o contrário também é válido, pode ser mais fácil o uso da mamadeira e o bebe se acostumar com menor esforço.

Um obstáculo ao aleitamento tão importante não vem nem do bebê, nem da mãe, mas da sociedade. É possível acompanhar na mídia a discussão sobre ser certo ou não as mães amamentarem em público. Não existe essa coisa de certo ou errado. É necessário. Quando a criança está com fome, precisa ser alimentada na hora e local em que isso acontecer. É um absurdo que exista essa discussão. Se as mães se sentirem desconfortáveis em amamentar em público, há maneiras de contornar essa sensação sem deixar de amamentar. A criança tem esse direito. Onde for e no momento que for necessário, amamente! A saúde do bebê é mais importante do que olhares e comentários descabidos.

Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br
Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (Currículo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.


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Foto: Pixabay

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