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As vitaminas são necessárias?

Foto: Pixabay

Por Paulo Angelo Lorandi

Conceitualmente, as vitaminas são substâncias que o organismo não tem a capacidade de produzir e, portanto, é preciso que sejam ingeridas diariamente em quantidade adequadas. A referência da necessidade de ingestão diária é determinada pela Anvisa com base em estudos e documentos da OMS e da FDA americana. Essas quantidades são diferentes para as diferentes faixas etárias e condições específicas, como a gravidez.

As vitaminas são substâncias que facilitam as reações químicas do nosso organismo, em vários e diferentes órgãos. Por exemplo, as vitaminas do complexo B (B1, B2, B6, etc.) são fundamentais para a produção de energia. A vitamina C tem importante efeito antioxidante e é fundamental para a produção de proteínas, como o colágeno. Importante, então para a cicatrização. A vitamina A tem muitas funções e uma delas é a de garantir a visão.
As vitaminas estão presentes nos alimentos e quando fazemos uma refeição variada, temos acesso a elas em quantidades e diversidade adequada. Assim, nada melhor do que uma boa refeição para garantir o que, de fato, necessitamos. Além disso, muitos alimentos industrializados são fortificados com a vitamina. Por exemplo, toda a farinha de trigo, no Brasil, é fortificada com ácido fólico (vitamina B9) e ferro (que não é vitamina).

Os suplementos vitamínicos encontrados nas farmácias não se constituem como a melhor opção. Isso porque, se houver carência, ela tende a ser específica para uma vitamina e não para todas elas. No mercado, há o estímulo para o consumo de polivitamínicos como se fosse uma panaceia para tratar dos “problemas da vida moderna”. Isso não existe. Os polivitamínicos podem ter indicações em algumas condições específicas, quando há distúrbios de absorção, como indivíduos idosos, ou durante a gravidez.

Assim como as vitaminas, a suplementação de minerais também tem as mesmas críticas. Não se justifica se não houver real necessidade. Isso se refere ao ferro ou cálcio, para citar os dois que causam mais apreensão nas pessoas. Os minerais estão presentes em alimentos específicos. O cálcio nos laticínios e o ferro em carnes e em vegetais, como as leguminosas (ervilha, lentilha e outras). Outros vegetais podem fornecer cálcio e ferro, porém se tornaria inviável ingeri-lo em quantidades adequadas.

A hipovitaminose precisa ser analisada pelos médicos para que a prescrição seja feita de forma adequada. Apesar das vitaminas serem de venda livre, não se deve fazer o uso indiscriminado. Algumas das vitaminas em excesso, principalmente as chamadas de lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K), podem trazer prejuízos.

Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br
Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (Currículo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.


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