COLUNASVIVA ZEN 

Sabe quando você tem um sonho e preenche todos os seus dias com a intenção de fazer esse sonho se tornar realidade? E luta por ele, corre atrás, busca informações, aprende, trabalha e se dedica de corpo e alma na certeza de que o sonho vai virar algo real em sua vida? E então um dia, depois de tantos esforços, depois de tanto desgaste e dedicação, finalmente você chega lá! Alcança o topo da montanha, realiza seu grande sonho… Sua vida então se enche de realização, euforia, gratidão e as melhores sensações passam a existir dentro de você, enfim, a plenitude…

Você passa a desfrutar dos prazeres deste lindo sonho, mas dos temores também porque geralmente tudo aquilo que mais queremos também é aquilo que mais tememos, já parou para pensar nisso? Começa a aparecer na cabeça um monte de “se”. E “se” não der certo? E “se” acontecer algum problema? E “se”… (variados). Por que será que a gente sente tanto medo?

A grande dificuldade é quando o medo também se realiza, deixa de existir apenas no mental e vem para vida real, trazendo diante dos nossos olhos o pior dos fantasmas, a decepção, a frustração, a desilusão. E agora como lidar com isso? Não é fácil ir do céu ao inferno, ainda mais quando tudo acontece de forma rápida. Num dia tudo está lindo e perfeito e no outro a coisa toda desmorona, todo aquele sonho lindo se desfaz e o que nos resta é a dor, a sensação de estar caindo num abismo e não ter como se salvar.

Enquanto você está caindo no abismo, não há nada que alguém possa fazer por você, a única certeza é que você vai se espatifar mesmo! Vai se ferir, vai doer, vai chorar, mas você pode escolher por quanto tempo vai permitir que essa dor doa. Tem gente que fica mal por décadas, anos e outras por alguns dias… Tudo vai depender de como você lida com a dor.

Eu sempre penso que a dor existe para doer, não podemos ignorá-la, é um sentimento que precisa ser vivenciado assim como a alegria, o prazer e a paixão. Claro que ninguém gosta de sofrer, mas é um mal necessário, o sofrimento pode também nos fortalecer e servir como um momento de pausa nessa busca frenética pelo o que se deseja. Serve como uma fase para nos entendermos e nos questionarmos sobre o que realmente importa, o que realmente queremos, se é válido continuar insistindo ou não, se precisa mudar suas táticas ou não, enfim, o estado de sofrimento também pode ser útil para nos reorganizarmos mental e emocionalmente, já que é uma dor que nos retrai, que nos obriga a olhar para dentro.

Nem sempre é viável insistir em algo que após algumas tentativas resulta em insucesso. Por isso a gente sempre precisa manter a razão mais apurada, analisar os prós e os contras e tentar tomar atitudes que venham a nos beneficiar futuramente. Claro que se não deu certo uma, duas, três vezes, a chance de não dar certo na próxima é bem grande, né? Mas se a esperança e o desejo forem maiores que os traumas, então ótimo, vambora tentar de novo. Porém, tem casos em que o cansaço domina, a gente cansa de bater a cara no muro, cansa de se frustrar e então optamos por outro caminho, abandonamos aquele sonho que de tanto dar errado, acabou se tornando algo pesado e difícil, resolvemos então seguir adiante, não que seja uma desistência porque fraquejamos, mas porque queremos nos manter fortes.

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