COLUNASPedro Filetti 

Os equinos são muito importantes no cenário mundial para o transporte, lavoura, mobilidade de exército e também como hobby.

Por essa razão, falaremos sobre um grupo de cavalos, muitas vezes esquecidos, mas que prestam grande serviço à sociedade: os cavalos produtores de imuno-soros específicos para tratamento de picadas de cobras, aranhas e escorpiões.

No Brasil, o número de pessoas picadas por cobra atinge a setenta mil por ano. A mortalidade chega a 1%, ou seja, cerca de 700 mortos anualmente.

Na produção do soro específico é usado o veneno extraído das serpentes, aranha e escorpiões. Cada veneno é tratado adequadamente e inoculado em cavalos que, pela docilidade, por responderem bem ao estímulo da peçonha e pelo seu grande porte, favorecem a produção de um grande volume de sangue rico em anticorpos.

As etapas da produção de imuno-soros são:

1 – O veneno seco diluído (antígeno) é inoculado subcutaneamente em doses de concentração crescente por 30 dias.
2 – Terminado este estágio é feita uma sangria exploratória para a medição do nível de anticorpos.
3 – Quando o nível de anticorpos é o desejado, é feita a sangria final. De um cavalo de 500 quilos são tirados 15 litros de sangue, em duas etapas.
4 – A parte rica em anticorpos é encontrada no plasma (parte líquida do sangue). O soro resulta na purificação e concentração deste plasma.
5 – O soro assim obtido é submetido a diversos tipos de controle qualidade.

Todo esse processo é realizado no Instituto Butantã e dura em média seis meses, desde a manipulação do veneno até o ampolamento do soro.

A esses animais que passivamente servem a humanidade, nosso preito de gratidão.

Eles são ou não verdadeiros cavalos heróis?

saiba antes via instagram @revistamaissantos