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Entenda como melhorar o processo de ingestão de gordura

Por Paulo Angelo Lorandi

Gordura é um termo genérico para um tipo de substância presente nos alimentos animais e vegetais. Por isso, é impossível deixar de ingeri-la, então é preciso atenção na quantidade e em sua qualidade. Alguns tipos de gorduras devemos reduzi-las ao máximo, mas outros precisam ter a preocupação de escolher os alimentos certos para garantir a fonte. As gorduras têm variações químicas que fazem bem ao organismo e outras não.

A gordura tem várias funções em nosso organismo. Uma função característica em todos os tipos de gordura é a geração e armazenamento de energia em nosso corpo. No dia a dia, os açúcares e gorduras que ingerimos fornecem a energia para as atividades diárias. Quando ingerimos excesso de energia, a armazenamos na forma de gordura. Quando, em falta, vamos buscar em nossas reservas, no tecido adiposo. Esse tecido, além de armazenar gordura/ energia, protege os órgãos internos contra lesões e perda de calor.

Mas a gordura também é importante para produzir hormônios. O tão mal falado colesterol é essencial para a nossa vida e é mantido em condições ideais realizando a síntese no nosso organismo sempre que a nossa ingestão é diminuída. Normalmente, quando seus níveis estão alterados é devido a uma doença de origem genética.

Um tipo de gordura que deve ser reduzida efetivamente é a de origem animal, por ser rica em um tipo denominado saturada. É a gordura encontrada na carne separada dela, como na picanha, ou difundida em seu meio, como quando a carne é dita marmorizada. A gordura presente nas carnes vermelhas e nos tecidos gordurosos não é saudável. Por outro lado, os ácidos graxos monoinsaturados devem fazer parte da nossa dieta. Eles estão presentes em óleos vegetais como da oliva, girassol e canola.

Outro grupo de gordura importante são os ácidos graxos essenciais que são assim chamados porque o organismo não os produz e, portanto, precisamos ingeri-los diariamente. Eles compõem os do tipo ômega 3 e ômega 6. Essas gorduras precisam ser ingeridas na proporção correta e os alimentos industrializados aumentam a ingestão do ômega 6, aumentando o risco de doenças inflamatórias, como as cardiovasculares. As oleaginosas (castanha, amêndoas e outras) têm boa proporção de ômega 3 e 6. Mas lembre-se, sem excesso porque são gorduras e, portanto, ricas em calorias.

Existem ainda outras classificações importantes, porém os ácidos graxos do tipo trans têm sido bastante estudados. Sua ingestão aumenta o risco de dislipidemia (aumento do LDLc), infertilidade, câncer e outros problemas. Há normas legais que impedem a presença em quantidade significativa de gorduras trans em alimentos industrializados. Essas gorduras são obtidas em processos de manipulação industrial e estão presentes em sorvetes, margarinas, cremes vegetais, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, etc.

Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br
Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (Currículo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.


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Foto: Pixabay

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