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Atacante da Seleção Brasileira deve ser titular contra a Argentina na próxima sexta-feira. Jesus também falou da concorrência na equipe e nos anos com Pep Guardiola no City

 

A Seleção Brasileira entra em campo nesta sexta-feira para enfrentar a Argentina em amistoso, e Gabriel Jesus, que deve ser titular, concedeu entrevista falando sobre o confronto. Ex-atacante do Palmeiras, o jogador também aproveitou para falar sobre as chances do alviverde pelo título do Campeonato Brasileiro.

– Como jogador não jogo nunca a toalha. São momentos muito diferentes, os de Palmeiras e Flamengo. Sempre vou respeitar outro time, mas queria que o Palmeiras conquistasse. O Flamengo vem jogando futebol muito bonito. Fazia tempo que não via time jogar assim. Óbvio que tem muitos craques e que o treinador veio para completar, mas acredito que está difícil mesmo – reconheceu o jogador do City – que emendou falando sobre a final da Libertadores entre Fla e River:

– Sou brasileiro, quero que o Flamengo ganhe. Óbvio que quero que o Flamengo ganhe. Tenho amigos lá. Além de ser brasileiro, tenho amigos lá – completou Gabriel Jesus.

O atacante de 22 anos já enfrentou a Argentina em quatro vezes sob comando de Tite, somando três vitórias e uma derrota. Na sexta, Gabriel Jesus vai enfrentar os companheiros de Manchester City, Otamendi e Aguero, que estiveram na semifinal da última Copa América, vencida pelo Brasil por 3 a 1.

– Sempre bom jogar clássico dessa grandeza. Brasil e Argentina é o maior clássico do futebol. Sempre jogo muito difícil, com craques da bola do outro lado também. Tomara que seja um bom espetáculo e tomara que a gente saia vitorioso. Falei com Otamendi, fiquei zoando ele. Disse que se ele trombasse eu ia devolver (risos). Quando estamos juntos no clube nadamos para o mesmo sentido. Agora defendo meu país, eles o país dele. Que eles façam o melhor dele lá, mas aqui é rivalidade – disse Jesus.

Outros trechos da entrevista de Gabriel Jesus

Concorrência na equipe
Um ano após a Copa surgiram muitos jogadores, como Rodrygo, Wesley, Vinicius, Arthur, um monte que se destacaram e são convocados. Tem mais dois anos para surgir mais nomes, sempre vai existir a dúvida em quem vai ser convocado. Muitos com possibilidades de aparecer, mas são só 23, fica difícil para o treinador, mas quem ganha é a gente.

Tempo de casa na Seleção
Cheguei na seleção e durante muito tempo ia no bobo (roda de bobinho no aquecimento de jogadores), hoje não vou mais (risos). Não me sinto tão novo hoje, mas óbvio que aprendo com os experientes. Quando cheguei me ajudaram, para jogar meu futebol como vinha fazendo. Mesmo se tratando de seleção brasileira tinha que jogar de boa. Se tiver que falar, vou falar isso. Dá para ver nos treinos que os que chegam, vêm livres, soltos, jogam futebol tranquilo. A recepção é muito boa. Do jogador, do estafe, isso faz com que o cara chegue e fique livre.

Possibilidade de atuar em oura Olimpíada
Quando estava no Palmeiras e fui convocado para a olimpíada eu não defendia a principal e fui liberado pelo clube. Claro que quero estar sempre à disposição. Se for por mim, jogo as duas coisas (olimpíada e Copa América). Mas agora é outro momento. No City, o clube não é obrigado a liberar. Mas se me perguntarem vou fazer de tudo para jogar as olimpíadas.

Anos com Pep Guardiola
Ele tenta tirar o de melhor do atleta dentro de campo. Óbvio que gols para atacante é muito importante, é o que te mantém jogando, mas nosso time roda bastante. Hoje venho jogando futebol mais tranquilo, mais calmo, sabendo a hora certa de dosar, de acelerar. Tecnicamente evoluí bastante. Venho aprendendo bastante com ele depois de três anos. Ele gosta de trabalhar com os jovens, de ensinar aos jovens. Sou muito grato por ele ter me escolhido.

Fonte: LANCE!
Foto:  Pedro Martins/MoWA Press

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