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EUA bombardeiam base aérea de Assad na Síria

Da Redação

Na noite desta quinta-feira (6), o Pentágono informou que navios americanos lançaram mais de 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea do regime sírio. De acordo com a agência de notícias estatal da Síria, além de casas na região que foram bastante danificadas, por enquanto, nove civis – incluindo quatro crianças – foram mortos e sete ficaram feridas em vilarejos perto da base aérea pelo ataque americano.

A primeira ofensiva militar do governo Trump foi lançada a partir de navios de guerra mobilizados no Mediterrâneo contra o regime de Bashar al-Assad, em resposta ao que vem sendo apontado como um ataque com armas químicas lançado contra a população civil síria – que matou dezenas de civis, incluindo crianças – na última terça-feira (4) a cidade de Khan Sheikhoun, que é controlada por rebeldes. O governo sírio nega ter utilizado armas químicas na ocasião.

Desde o início da Guerra na Síria, há seis anos, esta é a primeira vez que os Estados Unidos atacam diretamente alvos ligados a Bashar Assad. Em 2014, sob o comando de Barack Obama, as forças norte-americanas chegaram a bombardear o território sírio, mas em ações contra o grupo terrorista Estado Islâmico.

Mudança de opinião

Durante sua campanha eleitoral, Trump havia afirmado que seria “tolo” insistir em tirar o ditador sírio do poder, que é aliado da Rússia. Mas, após o ataque químico, ele mesmo afirmou que sua opinião havia mudado pois o uso de gases tóxicos contra civis havia ultrapassado muitas linhas”.

Trump classificou o presidente da Síria, Bashar al-Assad, como um “ditador” que “lançou um terrível ataque com armas químicas contra civis inocentes” e “sufocou indefesos”. Em um breve pronunciamento, ele anunciou: “Esta noite, eu ordenei uma ofensiva militar contra a base na Síria de onde o ataque químico foi lançado”.

O presidente americano também convocou “todas as nações civilizadas” a buscar o fim do “massacre e do derramamento de sangue” que assola a Síria em uma guerra civil iniciada em 2011.

Rússia e Irã

O governo russo é o principal aliado de Bashar al-Assad e administra operações militares no território sírio apoiando as tropas do ditador na luta contra rebeldes e terroristas. Sendo assim, o Pentágono afirmou que a Rússia foi avisada antecipadamente sobre o ataque aéreo dos Estados Unidos.

O presidente russo Vladimir Putin classificou a ação norte-americana como uma ‘agressão contra um estado soberano’, pediu uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU e ainda suspendeu um acordo que tinha com Washington sobre a prevenção de incidentes aéreos.

O Irã, por sua vez, também condenou a decisão de Trump, afirmando que o ataque químico atribuído ao governo sírio foi apenas um pretexto para o ataque americano. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos diz que o bombardeio destruiu uma base militar, matando seis homens.

Fotos: Reprodução

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