4.1 // EMPREGOCOLUNAS

História ou estória?

Em nossa última coluna, encerrei com a expressão “história fantasiosa”, o que levou muitos leitores a se questionarem: mas se é “fantasiosa” não seria “estória”. Eis o tema de nossa coluna de hoje, a diferença entre as duas coisas.

A palavra história entra em nossa língua sem grafia uniforme, sendo considerada para qualquer sentido “historia”, “istoria”, “estória” e o que mais conseguissem escreve. (Sim. Era o caos mesmo!) Com o advento da uniformização da escrita, a grafia de “H” passou a ser o registro padrão, o considerado correto,  representando tanto a narrativa declaradamente fictícia como aquela considerada real, ou seja, servindo para os dois sentidos.

No inglês, entretanto,  passam a se aceitar dois registros padrão, em que teremos “story” se emprega para a narrativa criativa; e “history”, para a contação verídica. Então, como surgiu a confusão? No Brasil, por influência da língua inglesa, a mídia resolveu usar a forma extinta “estória” e ainda fazer oposição de sentido com “história”, o que no começo não foi bem visto pelos muitos centros de cultura, mas acabou tomando força, sobretudo com o sucesso de “As estorinhas da Mônica”.

Para simplificar a história, atualmente a forma com “h” serve para os dois sentidos. Com “e” você usa facultativamente para histórias criativas. Ah! E com o Novo Acordo Ortográfico, não é obrigatório o emprego de maiúscula para representar as disciplinas, mas facultativo. Assim como servem “Geografia” e “geografia”; “Matemática” e “matemática”, entre outras matérias, podem ser usadas as escritas “História” ou “história”, indistintamente.

Na próxima coluna traremos de dicas sobre REDAÇÃO. Até lá!

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