COLUNASMAIS SAÚDE

Invista no estilo de vida da criança

Por Paulo Angelo Lorandi

Investir no estilo de vida da criança é a melhor forma para cuidar da saúde do adulto no futuro. Apesar de óbvia, essa afirmação pode ser de difícil realização. A primeira infância é o melhor momento para fazer atividades que promovam a aquisição de estilos de vida saudáveis. Os seis primeiros anos de vida da criança são importantes para o seu desenvolvimento cognitivo e motor. E a família tem papel preponderante nessa ação.

Estudos de intervenção sobre os pais, para que esses se aprimorem o cuidado de seus filhos são recentes e têm resultados conflitantes. Primeiro porque ainda não há consenso sobre o que é ser um bom pai ou mãe. Segundo, porque é difícil saber como uma intervenção (diferentes estratégias de educação em saúde) promove melhoria, a não ser pela constatação da auto-eficácia e aumento na motivação de buscar mais conhecimento.

Outro aspecto a ser considerado é que, a despeito de se conhecer os procedimentos genéricos de estilo de vida saudável, essa prática precisa ser adaptada à cultura familiar. Ou seja, é possível transmitir um conjunto de conhecimentos sabidamente saudáveis, mas que precisam ser pertinentes, aceitos e incorporados na cultura individual e familiar.

A escola também pode ou deve colaborar nesse processo. Mas para isso, esse valor, o da promoção da saúde na escola, tem de ser incorporado aos valores da escola. Essa prática tem de ocorrer em todos os anos da escola e ao longo de toda a vida acadêmica. A escolha por uma vida saudável tem de ser pessoal, cada um ao seu jeito, mas a partir de conhecimentos científicos que sustentem a escolha e que é dever da escola propagar.

Por exemplo, é sabido que a inatividade física é bastante prejudicial para o organismo. A obesidade infantil tem crescido em números e de forma assustadora. Esse dado é objetivo e claro, não é possível contestação. Porém, como introduzir a atividade física no cotidiano da criança, de modo, que passe a ser algo próprio e definitivo como valor individual. Estabelecer que a atividade física é fundamental não pode ser sinônimo que a criança tenha de fazer uma determinada prática esportiva.

Pelo contrário, a criança precisa brincar de forma ativa e para isso pode ser necessário que os pais os acompanhem. Andem juntos pelos parques, praias ou pelas ruas e não apenas quando fazem compras no shopping. A criança não dever ser obrigada a ter uma agenda maluca de atividades. Ela precisa de tempo para si. É preciso reduzir a velocidade da vida. O tempo social está muito acelerado, está muito mais rápido do que o tempo do relógio.

Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br

Prof. Dr Paulo Angelo Lorandi, farmacêutico pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas-USP (1981), especialista em Homeopatia pelo IHFL (1983) e em Saúde Coletiva pela Unisantos (1997), mestre (1997) e doutor (2002) em Educação (Currículo) pela PUCSP. Professor titular da UniSantos. Sócio proprietário da Farmácia Homeopática Dracena.


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Foto: Pixabay

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