4.1 // EMPREGOCOLUNAS 

Por Romulo Bolivar
romulo.bolivar@uva.br

Gente, para de graça, ao dizer que Dilma inventou a palavra Presidenta. Achar estranho, eu também acho; é direito de qualquer um. Mas querer que a Língua seja imóvel como uma grande pedra e ainda colocar a batata quente na conta da poderosa (ou ex-poderosa) já é demais.

Vocábulos terminados em “-ente” ou “-ante”, em Português, geralmente não se flexionam. Essas terminações, que vem do particípio ativo latino, costumam formar palavras comuns de dois gêneros (o/a gerente, o /a estudante etc.). Contudo, se os falantes criarem e mantiverem outros usos, as coisas mudam. Simples assim. O par governante e governanta não costuma ferir os ouvidos de ninguém, não é mesmo?

A verdade é que a forma “presidenta” já era registrada pelo Dicionário Houaiss e pela Academia Brasileira de Letras bem antes de a Dilma criar o decreto que institucionalizou seu emprego. O dicionário Cândido de Figueiredo, com data de 1899, já definia “presidenta” como feminino de presidente ou mulher de presidente. Mesmo em Portugal usa-se esta designação com a terminação em –A de maneira bem comum. 

Resumo, não há nada de errado com a forma feminina da palavra presidenta. Mas e com “Poços de Caldas”? Qual a curiosidade? Vamos falar disso na próxima. Até lá!

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