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Especialista incentiva outras formas de locomoção visando o bem-estar e economia de custos

Criado em prol do meio ambiente, o Dia Mundial sem Carro, que será comemorado no próximo domingo é uma iniciativa global que estimula as pessoas à refletirem sobre o uso excessivo de veículos nas grandes cidades. A ideia serve como impulso para as pessoas experimentarem outros meios de locomoção que não prejudiquem o meio ambiente, aumentem a atividade física praticada durante o dia e ainda sejam mais econômicas.

A palestrante e especialista em desenvolvimento humano, Rebeca Toyama relata os benefícios de trocar o meio de se transportar pela cidade, levando em conta a saúde e a economia. Rebeca que é palestrante e atua em várias empresas, abriu mão do carro próprio há alguns anos e acredita que é possível criar uma carreira sólida e produtiva preservando qualidade de vida.

“Como o tempo de deslocamento entre a residência e o trabalho é grande, e o trânsito também é intenso, muitas vezes, os profissionais chegam nas empresas já cansados e com picos de stress, o que reduz a produtividade”, afirma Rebeca, que incentiva o autoconhecimento para aumentar a produtividade em ambiente corporativo.

Para Rebeca, é importante fazer uma reflexão sobre o uso excessivo do carro, colocando na ponta do lápis quais são os gastos inerente a esse hábito e vale a pena também ampliar a visão de outras formas para se deslocar pela cidade, refletindo sobre a escolha de local de trabalho, moradia e a real necessidade de deslocamento diário.

“A distância tem sido levada em consideração na escolha da nova recolocação, independentemente da idade do profissional. Observo que as pessoas ficam menos estressadas quando não se expõe ao trânsito, e usam o transporte público para adiantar a leitura, fazer curso online e relaxar sem precisar dirigir, sem falar nas alternativas que possibilitam o convívio e promovem a troca de ideias”, afirma Rebeca Toyama.

A especialista também dá dica para transformar aquela despesa em um investimento pessoal como uma viagem, por exemplo. “Se a pessoa conseguir utilizar outros meios de transporte, além de ajudar o meio ambiente, multiplicar a saúde e sua produtividade no ambiente de trabalho, conseguirá fazer algum investimento pessoal como uma especialização, certificação ou um curso livre ”, conclui.

Uma saída para driblar o transporte público, é fazer o uso dos aplicativos de aluguel de bicicletas, patinetes ou combinando outros tipos de transporte menos prejudiciais ao meio ambiente. “Mas a lição que o Dia Mundial Sem Carro vem trazer é a consciência de como viver sem agredir o meio ambiente que é uma escolha pessoal que nem sempre pode ser levada a prática de forma integral, mas pode nos fazer menos dependentes de um automóvel, por exemplo. ”, finaliza.

Rebeca Toyama dá 5 dicas para refletir sobre o uso do automóvel próprio na vida profissional

Fazer as contas é o primeiro passo: quanto custa ter um carro para ir e voltar do trabalho? Essa conta, além do combustível deve considerar itens como seguro, licenciamento e IPVA, revisões e manutenção, estacionamento e a depreciação do carro ao longo do tempo. A soma deve ser dividida em 12 meses. Exemplo: Um carro novo compacto com motor 1.0 tem valor médio de R$ 35 mil, e perde cerca de R$ 2 mil por ano, em valor de mercado, somente esse item custará cerca de R$ 6.000 por ano.

Programar-se para usar o transporte

Muitas vezes por mera comodidade não estudamos uma alternativa. Ir de bicicleta até uma estação de metrô e pegar uma carona até um local próximo do transporte mais rápido, são possibilidades e há inclusive aplicativos que ajudam na escolha. Sem contar que doses diárias de sol ajudam a manter os bons níveis de vitamina D.

Pensar em quantas atividades podemos desenvolver no tempo de deslocamento

Ao invés de perder 1h no trânsito ou mais tempo, esse mesmo intervalo pode servir como tempo para estudar um assunto novo, colocar a leitura em dia, fazer um curso online, ouvir um podcast, entre outros.

Precisa de um carro eventualmente? Alugue!

Viver sem carro não significa ignorar que ele existe. Em caso de uma viagem de final de semana ou mesmo férias, para dias chuvosos ou para fazer compras, os carros de aplicativos ou a locação saem mais em conta do que ter um automóvel próprio.

Apostar no convívio

Ir e voltar com um amigo do trabalho, compartilhar o carro com pessoas que moram na mesma região, interagir com o grupo de pessoas que usam um ônibus fretado, as possibilidades são infinitas. É questão de pesquisar, acionar os amigos e mobilizar-se com um pouco de programação.

saiba antes via instagram @revistamaissantos