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Segundo informações divulgadas pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), a demanda global de passageiros, medida em RPK, aumentou 5% no mês de junho. A capacidade, medida em ASK, teve alta de 3,3% e a taxa de ocupação aumentou 1,4 ponto percentual para 84,4%, um recorde para o mês de junho.

“Junho continuou a tendência de crescimento sólido da demanda de passageiros, enquanto o fator de carga recorde mostra que as companhias aéreas estão maximizando a eficiência. Em meio a contínuas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China e a crescente incerteza econômica em outras regiões, o crescimento não era tão forte quanto há um ano”, afirma o diretor-geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac.

Mercados Internacionais

A demanda internacional de passageiros em junho subiu 5,4% em relação a junho de 2018, o que representa uma melhora em relação ao crescimento anual de 4,6% registrado em maio. Todas as regiões registraram aumentos no crescimento, liderados pelas companhias aéreas na África. A capacidade cresceu 3,4% e a taxa de ocupação subiu 1,6 pontos percentuais, para 83,8%.

As companhias aéreas europeias viram o tráfego aumentar 5,6% em junho em comparação a junho de 2018, em linha com o crescimento de demanda de 5,5% no mês anterior. A capacidade subiu 4,5% e o fator de ocupação subiu 1% para 87,9%, empatado com a América do Norte como o maior entre as regiões. O sólido crescimento ocorreu em um cenário de desaceleração da atividade econômica e declínio da confiança das empresas na área do euro e no Reino Unido.

A demanda das operadoras norte-americanas subiu 3,5% em relação a junho do ano passado, abaixo do crescimento anual de 5% em maio, refletindo similarmente as tensões comerciais entre Estados Unidos e China. A capacidade subiu 2%, com o fator de carga aumentando 1,3 ponto percentual, para 87,9%.

Já as companhias aéreas da América Latina experimentaram um aumento de 5,8% no tráfego em comparação com o mesmo mês do ano anterior, um pouco acima do crescimento anual de 5,6% registrado em maio. A capacidade aumentou 2,5% e o fator de carga subiu 2,6 pontos percentuais, para 84%. O enfraquecimento das condições econômicas em vários países-chave da região pode significar um abrandamento da demanda no futuro.

O tráfego das companhias aéreas africanas subiu 11,7% em junho, ante 5,1% em maio. A capacidade aumentou 7,7% e a taxa de ocupação saltou 2,6 pontos percentuais para 70,5%. A demanda está se beneficiando de um cenário econômico geralmente favorável, incluindo a melhoria da estabilidade econômica em vários países, bem como o aumento da conectividade aérea.

Mercados Domésticos

Demanda por viagens domésticas subiu 4,4% em junho em relação a junho de 2018, uma pequena desaceleração em relação ao crescimento anual de 4,7% registrado em maio. Liderados pela Rússia, todos os principais mercados domésticos rastreados pela Iata relataram aumentos de tráfego, exceto o Brasil e a Austrália. A capacidade em junho subiu 3,1% e a taxa de ocupação subiu 1,1 ponto percentual, para 85,5%.

O tráfego doméstico no Brasil caiu 5,7% em junho, o que piorou em relação à queda de 2,7% registrada em maio. A queda acentuada reflete, em grande parte, a proibição das operações da quarta maior operadora do País, a Avianca Brasil, que tinha cerca de 14% de participação de mercado em 2018.

 

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