PUBLICIDADE

Revista / Semanal Online

Alexandre Catena, o futuro da medicina

Por Lucas Leite

Hoje reconhecidamente um aluno-destaque na Unimes, Alexandre Catena Volpe contou um pouco de sua trajet√≥ria e revelou as dificuldades que teve para chegar aonde chegou hoje. Ele fez tr√™s anos de cursinho, assim que saiu do ensino m√©dio, e vivenciou de perto a dificuldade de entrar em uma faculdade, muito por conta da concorr√™ncia, tanto da rede particular como da rede p√ļblica.

Quando conseguiu, passou em terceiro lugar, entre os mais de 2 mil que disputaram as vagas, no vestibular da Unimes e viveu uma grande alegria, porque, segundo ele, era algo que n√£o esperava. Alexandre contou muito com o apoio da m√£e, o incentivando a continuar prestando os vestibulares, mesmo quando desmotivado.

Durante o primeiro ano, viveu um período de adaptação à nova rotina de estudos e já começava a querer fazer parte do Centro Acadêmico e a IFMSA e, no segundo ano, se tornou secretário-geral da IFMSA e realizou as primeiras campanhas. Entre elas, o trote solidário para a doação de sangue na Santa Casa de Santos.

A partir da√≠, recebeu um convite da Prefeitura de S√£o Vicente para realizar um mutir√£o, a blitz da sa√ļde, que atendeu 723 pessoas, al√©m de congressos, simp√≥sios e um in√©dito mutir√£o de sa√ļde no Porto.

Alexandre também foi um dos responsáveis por uma campanha de doação de medula na Unimes que cadastrou 709 doadores de medula e, desde então, foi pegando gosto em realizar estes projetos e ajudar aos próximos.

No final de 2017, teve a ideia de fundar algumas novas Ligas Acad√™micas, como a Liga de Mastologia, da qual √© presidente, que, em parceria com o Instituto Neo Mama realizou projetos como doa√ß√£o de cabelos, arrecada√ß√£o de toucas para crian√ßas, orienta√ß√Ķes m√©dicas e amamenta√ß√£o, que teve uma grande repercuss√£o at√© por parte da m√≠dia, saindo nos principais jornais da Baixada Santista.

Neste percurso, surgiu a ideia de criar a Liga de Medicina Legal, que tem a gabaritada prof. dra. Neusa Bittar como preceptora da liga e um dos grandes psiquiatras forenses do país, dr. Guido Palomba, como embaixador. O objetivo da liga é de abordar o tema em aulas teóricas e práticas.

Em 2018, Alexandre se tornou diretor de sa√ļde p√ļblica da IFMSA e desenvolveu mais tr√™s grandes mutir√Ķes de sa√ļde. O √ļltimo, realizado em agosto, em S√£o Vicente, atendeu 1400 pessoas e que contou com servi√ßos de oftalmologia, dermatologia, neurologia, campanhas contra DSTs e diversos outros projetos. Nos √ļltimos dois anos, os mutir√Ķes organizados por Alexandre beneficiaram mais de 2500 pessoas carentes da Baixada Santista.

Neste ano, durante o COMEC, Alexandre foi surpreendido pela pró-reitora acadêmica da universidade ao receber o prêmio de mérito acadêmico junto a outros dois alunos, em meio aos 600 alunos do curso de medicina.

Em um bate-papo muito bacana com a equipe da Revista Mais Santos, Alexandre contou um pouco mais sobre sua trajetória, sobre os desafios do curso de medicina e sobre os planos para o futuro.

Confira abaixo a entrevista completa:


Você nasceu em Santos?
R: Não, nasci na cidade de São Paulo, e morei até os 11 anos em Moema.

Porque decidiu cursar medicina?
R: Eu acredito que a medicina é um dom, e desde criança, eu sempre idealizava ser médico, adorava ir ao Hospital e brincar com brinquedos relacionados à medicina! Nunca pensei em seguir outra carreira e acredito que essa é minha missão, ser médico e ajudar o próximo!

Qual é a área que você tem interesse em se especializar?
R: Desde que entrei no curso, há 3 anos, sempre quis me especializar em cirurgia plástica! Não me vejo em outra especialidade médica!

Como é o Alexandre no dia-a-dia?
O Alexandre do dia-a-dia √© extremamente din√Ęmico, geralmente j√° acordo pensando em realizar projetos, em buscar conhecimento, em ampliar as amizades! A rotina √© bem pesada, pois o curso de medicina √© integral, ent√£o tenho que organizar em ir para est√°gio pr√°tico, ter aulas te√≥ricas, estudos, tomar conta dos projetos, dar aten√ß√£o a fam√≠lia e tamb√©m me divertir!

O que mais gosta de fazer no seu tempo livre?
R: Gosto muito de sair, viajar, estar antenado com a situação do país, passo um bom tempo em rede social, e claro estar com a família, que devido a rotina, acaba sendo difícil estar junto.

Qual sua maior qualidade?
Acho que minha maior qualidade é ser pró-ativo, gosto de estar sempre idealizando e executando tudo de maneira rápida, não costumo deixar nada pra amanhã!

Qual seu maior defeito?
Meu maior defeito, se é que podemos considerar (risos), é o perfeccionismo, gosto de tudo muito certinho, tudo sem erros, e isso acaba sendo uma qualidade mas também um defeito, porque acabo me desgastando quando não sai como planejei.

Quais s√£o seus planos para o futuro?
Ano que vem, pretendo assumir o centro acad√™mico, trazendo projetos inovadores, mais mutir√Ķes e uma ainda maior mobiliza√ß√£o da Liga de Mastologia para combater o c√Ęncer de mama. Ap√≥s a universidade, pretendo me especializar em cirurgia geral e cirurgia pl√°stica, al√©m de realizar cursos no exterior para adquirir ainda mais conhecimento e nunca esquecer da quest√£o de ser m√©dico. Porque antes de voc√™ ser cirurgi√£o pl√°stico, voc√™ tamb√©m √© m√©dico, e aquela pessoa que te procura tamb√©m √© um paciente, um ser humano que precisa de toda a sua aten√ß√£o e da sua humanidade. Voc√™ tem que passar confian√ßa para aquelas pessoas que tamb√©m t√™m fam√≠lias, t√™m filhos. O m√©dico tem que estar sempre estudando, porque a medicina se atualiza todos os dias.

Qual conselho você daria para aqueles que pensam em fazer medicina?
√Č importante frisar que medicina √© um dom. N√£o basta voc√™ apenas querer ser m√©dico por um bom sal√°rio, ou por status, ou porque o pai ou a m√£e mandou. Se voc√™ n√£o gostar, voc√™ n√£o vai conseguir ser um bom m√©dico, e esse √© o segredo da medicina: voc√™ tem que gostar daquilo que voc√™ est√° fazendo. Assim como qualquer outra profiss√£o.
Na medicina você tem que se dedicar 100%, porque você está lidando com vidas e errar é algo que não pode acontecer.
O principal conselho √© esse: voc√™ tem que realmente gostar, porque n√£o √© um curso f√°cil. √Č um curso puxado, car√≠ssimo, dif√≠cil de entrar, dif√≠cil de sair e que precisa de toda a sua dedica√ß√£o, n√£o s√≥ na universidade, mas para o resto da sua vida. Aquele que faz por status, ou qualquer outro motivo, n√£o vai conseguir ser um bom m√©dico e n√£o vai ter sucesso na carreira profissional.