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Hoje é o Dia Nacional de Luta contra a violência à mulher. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), no primeiro semestre deste ano, mostra que os casos de feminicídio aumentaram 44% no estado de São Paulo se comparados ao mesmo período do ano anterior.
Os dados relacionados a violência ainda chocam o país. Na saúde, por exemplo, as mulheres foram maioria (76,1%) entre os pacientes vítimas de agressão atendidos nas unidades públicas do DF em 2018. A quantidade de mulheres que sofreram violência física e sexual chegou a 2.172. Para além da vida da vítima, as consequências chegam a crianças e adolescentes que vivem em lares onde persiste esse tipo de cenário.
Dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal mostram que, entre as vítimas de 2019, a maioria sofreu violência moral ou psicológica e física . Além disso, 26 mulheres foram vítimas de feminicídio de janeiro a outubro deste ano.

A Secretaria da Mulher e diversos órgãos do Governo Federal lançou essa semana o programa Jornada Zero Violência Contra Mulheres e Meninas.  A secretária da Mulher e idealizadora do programa, Ericka Filippelli, foi a responsável por apresentar a estratégia. “Precisamos trilhar uma jornada juntos, para combatermos diariamente todos os tipos de violência contra a mulher”, afirmou. “O Jornada Zero é um percurso com começo, meio e fim e não aceitaremos nada menos que uma cidade livre de violência doméstica como nossa meta mobilizadora”.

Direitos humanos

Nair Souza, do Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (UNFPA), parceiro da Secretaria da Mulher na implementação do programa, disse que a violência contra mulheres e meninas é a violação de direitos humanos mais difundida no mundo, além de ser grave problema de saúde pública, que ocorre em diversas classes sociais, das mais variadas formas. “É preciso buscar o fortalecimento das instituições e serviços do Estado e a falta de informação da população é um problema. Estamos juntos do GDF para cumprir o papel de informar e conversar com cada um e cada uma”, disse a representante da ONU.

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