MAIS SAÚDEREGIÃO 

O sucesso na controle e tratamento de uma doença é diretamente ligada a qualidade do diagnóstico. A centralidade do papel do médico no sistema de saúde deve-se ao fato de ser sua a responsabilidade pelo diagnóstico da maioria das doenças. Por outro lado, há forte movimento para que as pessoas sejam mais responsáveis pela condução de sua saúde, baseando-se no conceito do empoderamento do cidadão e da pessoa.

A Organização Mundial da Saúde considera que os “direitos do paciente” são distintos em cada cultura e que estão diretamente ligados ao tipo de relação existente entre o médico e o paciente. A OMS apresenta, ao menos, quatro de modelos de relação: o paternalista, o deliberativo, o interpretativo e o informativo. Entre os dois extremos, temos diferentes graus de autonomia dos pacientes. No modelo paternalista, toda a decisão cabe ao médico. No informativo, cabe ao paciente a decisão, a partir das informações dadas pelos profissionais.

A sociedade, nos dias de hoje, tem muito acesso a informação o que nos traz boas e más consequências. Mais informação significa mais autonomia. A despeito da importância e do conhecimento dos médicos, as pessoas têm o direito de decidir. Se os profissionais de saúde respeitarem esse direito e transmitirem adequadamente as informações, os indivíduos tomarão as melhores decisões. Mas isso é trabalhoso e é necessário dispor de parte do poder na relação médico-paciente ao sujeito mais interessado, o doente.

Mas também é certo que a internet transmite muita informação enganosa, falsa, errada. Mesmo quando a informação é verdadeira, ela pode ser difícil de ser entendida pelo leigo. É preciso boas fontes de informações sobre a saúde. Nesse contexto, a indústria do diagnóstico tem lançado muitos produtos que permitem vários auto-testes.  Gravidez, diabetes, dislipidemia e, mais recentemente, a infecção por HIV.

Estimulado pela OMS, o auto-teste contra HIV é considerado importante instrumento para controlar a disseminação da epidemia. No Brasil, as regras para o auto-teste para determinação da infecção pelo vírus HIV foram estabelecidas em 2015. O primeiro produto foi autorizado em maio de 2017. E deverá estar disponível no mercado em breve.

Em princípio, é um teste com alta sensibilidade e efetividade (99,9%), porém somente poderá ser utilizada a partir do 30º dia após a possível infecção. Caso o teste dê negativo, é recomendável que se repita depois de trinta dias. Em caso de resultado positivo, o indivíduo deverá procurar o serviço público de saúde, obrigatoriamente, para conformação do resultado e encaminhamento para o tratamento mantido pelo SUS, sem ônus ao usuário.

Se ainda tiver dúvidas, encaminhe sua dúvida para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do curso de Farmácia da Unisantos. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br ou por carta endereçada ao CIM, avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002.

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