2.4 // SAÚDE 

Da redação

Acidentes envolvendo mordidas e arranhadas de cães, gatos, macacos e morcegos podem ter consequências muito graves. Os machucados devem ser tratados com muita seriedade, pois estas, além de lambidas em local ferido, são formas de transmissão do vírus causador da raiva, doença que pode levar animais e humanos à morte. 

Tentar manter a calma, lavar a ferida com água corrente e sabão e procurar o serviço de saúde o mais breve possível é o primeiro passo para iniciar a prevenção à doença, após uma possível a mordida.   

Saiba como agir 

  • No caso de acidente leve com animal próprio ou de pessoa próxima: observar durante dez dias. Caso o animal permaneça sadio, o caso é encerrado. Se o animal desaparecer ou se tornar raivoso, a vítima deve tomar 4 doses da vacina antirrábica humana; 
  • No caso de acidente grave com animal próprio ou de pessoa próxima: observar durante dez dias. Caso o animal permaneça sadio, encerrar o caso. Se o animal desaparecer ou se tornar raivoso, a vítima deve tomar quatro doses da vacina antirrábica humana mais o soro antirrábico; 
  • No caso de acidente leve com cão ou gato clinicamente suspeito (salivação abundante, dificuldade para engolir, paralisia nas patas traseiras no momento da agressão), a vítima deve tomar duas doses da vacina antirrábica e o animal observado pelos próximos dez dias. Se a suspeita de raiva for descartada, o caso é encerrado. Se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, a vítima deve tomar quatro doses da vacina antirrábica; 
  • Acidentes graves com cão ou gato clinicamente suspeito (salivação abundante, dificuldade para engolir, paralisia nas patas traseiras no momento da agressão), a vítima deve tomar quatro doses da vacina antirrábica mais o soro antirrábico, além do animal ser observado por dez dias após a agressão; 
  • No caso de cães e gatos sem dono ou animais sem tutor que apareçam mortos após a agressão, a vítima deve tomar quatro doses da vacina quando for um acidente leve ou vacina e soro antirrábico quando se tratar de acidente grave; 
  • Para casos que envolvam morcegos, macacos, raposas ou outros animais silvestres, a indicação é a aplicação da vacina e do soro antirrábicos. 

 O tipo de acidente, se leve ou grave, é caracterizado após avaliação médica. 

A doença 

A hidrofobia, popularmente conhecida como raiva, é uma doença causada pelo vírus Lyssavirus, que costuma atacar o sistema nervoso. Ele entra no corpo por meio de uma lesão na pele, atinge os nervos até alcançar o cérebro, fase em que geralmente começam os sintomas, como mal-estar, febre baixa, dor de cabeça e garganta, falta de apetite, vômitos e desconforto gastrointestinal. 

A evolução da doença causa encefalite e outros sintomas como hiperexcitabilidade, confusão mental, agressividade, alucinações, crises convulsivas, espasmos musculares, produção excessiva de saliva, dificuldade para respirar e engolir e febre alta. 

Depois, o doente passa a ter hidrofobia, aerofobia e fotofobia – espasmos após contato com água, corrente de ar ou excesso de claridade. Por fim, o vírus traz paralisia, que evolui para o coma e morte por parada respiratória. 

 

 

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