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Por Lucas Leite

Fotos: Isabela Ribeiro


Caroline Teixeira tem 24 anos e durante toda sua vida sonhou em ser médica. No meio do caminho, depois de sofrer uma fratura no antebraço e ser submetida a tratamentos fisioterapêuticos, se apaixonou pela fisioterapia e, hoje, formada há três anos, é coordenadora de toda a área de saúde da Universidade Santa Cecília.

A equipe da Revista Mais Santos, da qual Caroline é colunista de Saúde, bateu um papo com ela sobre saúde, planos para o futuro e muito mais. Confira a entrevista completa abaixo:

O que você queria ser quando crescesse?

É uma pergunta difícil, né? Mas eu sempre tive o sonho de ser médica, desde que eu era pequena. Sempre falava para os meus pais que eu tinha essa vontade. Tanto que quando eu comecei a ter uma noção do que era faculdade, eu acabei indo para a área de fisioterapia, que também é da área de saúde. Queria ser médica, era meu sonho. Mas, depois que eu tive uma fratura no antebraço, eu passei por tratamento de fisioterapia e acabei me encantando pela profissão, acabei seguindo essa área, mas quando era pequena, queria ser médica.

Seus pais tinham plano de alguma área que queriam que você seguisse?

A minha família inteira é da área de administração. Tanto que a família toma conta aqui do complexo (Universidade Santa Cecília). Eles queriam que eu seguisse essa área, afinal, a família toda fez Administração, Direito…

A família é muito conhecida tanto pela administração da universidade quanto por ajudar ao próximo. Como foi crescer nesse ambiente?

Para mim é um orgulho. É uma sensação muito boa crescer em torno da família que é muito unida. Acho que é a principal característica da minha família. Todos estão sempre muito unidos, sempre juntos. Acho que isso é muito importante para quem vêm vindo, quem cresce, como eu, meu primo, meu irmão, que têm sempre essa impressão da união e acabamos crescendo com as mesmas características.

Se precisasse definir a família em uma palavra, qual seria?

União.

Quem é a pessoa que mais te apoia?

Tanto meu pai quanto a minha mãe são as pessoas que mais me apoiam em toda a minha trajetória.

Quem é a pessoa que mais te inspira?

Meu pai. Ele me inspira bastante. Meu avô começou a universidade aqui, né? Primeiro, o pai do meu pai. Ele é uma pessoa que também me inspirou bastante. Ele que criou tudo isso. Mas, hoje em dia, como eu tive a oportunidade de crescer mais junto ao meu pai, ele é uma pessoa em que eu me espelho bastante em ser quando crescer. 

Você sempre estudou no colégio e na universidade Santa Cecília?

Desde o maternal, colégio e colegial, até a faculdade. Depois da faculdade eu fui para São Paulo fazer especialização no Albert Einstein.

O que mais gosta de fazer nas horas vagas?

Acho que no tempinho que eu tenho livre, o que eu gosto é de correr, ir para a academia e fazer exercícios.

Você faz algum trabalho social?

O trabalho social eu faço pela universidade. A gente faz uns projetos que são com crianças carentes, com abrigos que a gente oferece tratamentos odontológicos e fisioterapêuticos. Tem o projeto “Esculpir”, com crianças do Rotary, que nós levamos o nosso trailer e nossos alunos para atender as crianças na área onde elas moram, porque são crianças que não têm condições. Então, são esses, entre outros trabalhos, que nós fazemos aqui na área de saúde, com pessoas que têm menos condições financeiras.

Você imaginava algum dia assinar alguma coluna de saúde?

Não, e vou te falar que foi uma surpresa para mim. Nunca imaginei que eu ia acabar indo para esse ramo. Minha família, minhas tias são escritoras, meu pai também tem livros e eu sempre gostei de escrever, de ler, mas não imaginava que um dia assinaria uma coluna de uma revista. Acabou sendo uma surpresa. 

Eu tenho bastante coisa a acrescentar, como o próprio Liberado Júnior comentou quando me convidou. Ele falou que era uma coluna importante, uma coluna de saúde e que, querendo ou não, acho que todo mundo que está lendo uma revista para para ler e tem curiosidade para saber do que está se tratando. Acho isso muito importante para toda a população.

Por que você escolheu a área da reabilitação cardiopulmonar para se especializar?

Acho que me encantei bastante porque é uma área que trabalha em UTI, em ambiente hospitalar, e a gente vê uma recuperação muito rápida da pessoa. Então, foi uma área que me encantou por todo o tratamento fisioterapêutico. E eu acabei querendo seguir, sempre gostei da área de cardio também. Então, acho que foi por isso que eu me especializei.

E em relação à sua vida? Qual seu próximo passo?

Hoje, acho que eu estou com um grande trabalho aqui. Já que eu estou à frente de todos os cursos de saúde da universidade. Então, acho que, hoje, é seguir toda a trajetória da minha família e conseguir trazer cada vez mais novidades para cá, coisas de saúde, fazer projetos que são um bem para toda a comunidade. Hoje, nós temos duas clínicas aqui que trabalham em prol da comunidade, com atendimentos gratuitos. Então, acho que meu objetivo é esse. Estar aqui e poder acrescentar bastante para a história da universidade.

Já pensou em algum dia dar aula?

Sim, inclusive, esse ano eu estou começando meu mestrado. É um projeto que eu tenho a longo prazo, de entrar para a faculdade e de dar aulas, também. Tenho, sim, esse desejo.

Um conselho em relação à saúde?

Que todos se cuidem. É como eu sempre falo, a saúde é uma questão geral. Não é só uma questão específica. Todo mundo tem que se cuidar, se alimentar bem e fazer exercícios para prevenir muitas doenças que estão vindo cada vez mais altas a incidência.

PAPO RÁPIDO

Uma grande lembrança da infância: Meu avô por parte de mãe me ensinou muito e eu cresci praticamente com ele e não está mais aqui hoje, mas acho que uma lembrança que eu tenho da minha infância é ele.

O grande desafio na área da saúde: Além de tudo que eu já passei de atendimentos, até porque a área cardiopulmonar não é uma área fácil, é uma área que lida com muitas perdas. Então, além desse desafio psicológico, o desafio de estar aqui hoje. Porque sou formada na área de saúde e hoje estou lidando com toda uma área administrativa. Então, para mim, esse é o meu desafio principal. De lidar daqui para frente.



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