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Por Juliana Moraes
Fotos: Isabella Graça

Com apenas 15 anos, Leticia Carquist já sabem bem o que quer fazer no seu futuro profissional. A jovem é uma das mais novas vozes de Santos. Com músicas suaves e dona de uma voz marcante, ela acabou de lançar a sua primeira música autoral, intitulada “Do Outro Lado da Rua”. Desde criança está envolvida com muitas coisas: modelo, atriz e atleta. Mas foi na música que ela se encontrou de verdade.

Com a inspiração para compor vindas de poesias que sempre escreveu, Leticia é a prova de que, para você alcançar aquilo que deseja, basta acreditar e lutar para realizar determinado objetivo.

Em um rápido e descontraído bate-papo com a equipe da Revista Mais Santos, Leticia contou um pouco como foi se descobrir como cantora, a trajetória na música, inspirações, planos para o futuro e mais!

Quando você decidiu virar cantora? Na verdade, eu nunca decidi. Eu comecei a minha carreira por todos os cantos possíveis até eu conseguir chegar aqui. Eu sou atleta desde criança, só que eu sempre preferi a arte, aí comecei como modelo quando criança, depois como atriz, área em que eu ainda trabalho, só que eu sempre tive um desejo de cantar, de fazer algo nessa área. Aí comecei a fazer vídeos, aprendi a tocar violão e todos os outros instrumentos que eu todo sozinha. Quando eu vi que estava dando certo, que as pessoas gostavam de me ouvir cantar, eu decidi largar tudo pra focar em uma coisa só. Eu sempre fiz muita coisa ao mesmo tempo, e eu percebi que o que eu sempre quis mesmo era ser cantora.

Qual foi o momento em que você decidiu largar tudo para ser cantora? Foi esse ano.

Que estilo musical você canta? Eu não sei dizer exatamente, porque eu sou bem eclética. Mas seria um romantismo mais calmo, mais acústica.

Quando foi a primeira vez que você compôs uma música? A primeira música que eu investi em gravar e que as pessoas gostaram muito foi “Do Outro Lado da Rua”, que eu lancei há pouco tempo.

De onde você buscou inspiração? Eu sempre tive muitas músicas minhas que elas vinham, na verdade, eu tinha muito problema em escrever porque eu sempre escrevi poemas, então pra mim colocar uma melodia em um poema foi muito complicado. As músicas simplesmente vinham, muito do nada

Qual foi a sensação? A sensação foi de como acordar de novo, eu comecei a ver as coisas de um jeito diferente.

Você já fez algum show? Eu já fiz algumas apresentações, já cantei em alguns eventos, mas show até agora não. Mas eu pretendo fazer, com certeza.

Quais instrumentos você toca? Como aprendeu a tocar? Violão, piano, teclado, guitarra e ukulele. Aprendi a tocar tudo sozinha.

Quais são as suas influências musicais? Eu sempre vi muito cover na internet, então a princípio eu sempre curti muito Ana Gabriela, Day, Vitão, e todos esses seguiram a mesma linha de pular do cover para começar a fazerem músicas autorais. Então, acho que eu pulei essa parte de fazer cover, eu arrisquei direto nos meus autorais, mas seriam esses no Brasil. Internacionais eu gosto muito da Billie Eilish.

Com quais artistas você gostaria de gravar uma música ou um disco? Com certeza, sem nem pensar duas vezes, com a Anavitória. Porque as minhas músicas são bem parecidas com as delas, o estilo, o tema, então acho que seria maravilhoso gravar com elas um dia.

Você pretende levar a música como uma profissão depois que terminar a escola? Com certeza, é o que eu quero fazer pra mim, eu quero continuar minha carreira até dar certo, e se Deus quiser vai dar. Mas eu também pretendo fazer uma faculdade música pra poder ter uma formação.

Qual você acha que seja o seu diferencial dos vários artistas que surgem aqui no Brasil? Dizem que a minha voz é um pouco diferente (risos), de um jeito bom, mas diferente. E as minhas músicas são muito puras, eu não preciso de algo chiclete, eu só preciso de algo puro, que você sinta e se identifique com as letras. Eu não sei dizer se eu teria algum diferencial, mas eu acho que passo uma boa vibe para as pessoas, que é algo muito importante. Eu acho que hoje em dia nós nos perdemos em letras que são sem sentido, simples e sem muito nexo, então você ter uma pessoa que cante vendo por um outro lado e com uma outra proporção, já é um diferencial.

Qual você acredita que seja o poder da música na vida das pessoas? Olha, a música não tem hora, por isso que existem muitos estilos. Ela pode te tirar de uma tristeza muito grande, pode te deixar num êxtase de felicidade maravilhoso, dar impulso a uma paixão. Eu acho que eu nunca escutei alguém falar que não gosta de música. Quando eu estou na rua ouvindo música, aquele é um momento meu, sabe? Então a música é muito importante, acho que deveriam investir mais em estudos, colocar aulas referentes à musica nas escolas. Eu vejo a música como algo tão puro, porque você pode se expressar através dela e de uma forma que muitas vezes as pessoas não conseguem dizer em palavras. A música é essencial.

Qual é a sensação de ter o dom de cantar, de poder passar para as pessoas esse sentimento através da música? Dizer que é um dom é maravilhoso, porque nem sempre foi assim, acho que quando eu era mais nova minha voz era como a do Alvin e os Esquilos (risos), mas acho que eu investi bastante e tive muita força de vontade. O que eu sei tocar, eu aprendi sozinha e com força de vontade. Acho que eu sempre quis tanto cantar que acabou dando certo, mas eu acho que antes de vocês ser, você tem que querer.

Quais os planos para o futuro? Vou te falar que há um tempo eu fiz uma renovação dos meus planos, porque eu tive certeza de que isso [cantar] é o que eu realmente quero pra mim. Eu pretendo investir muito na minha carreira, morar em São Paulo e fazer minha faculdade por lá, investir nos meus autorais e fazer parcerias com pessoas que são da mesma área e estilo que eu, conquistar as pessoas com as minhas músicas e fazer shows.

Como é a Letícia no dia-a-dia? Eu sou uma pessoa que é amiga de todo mundo e gosto muito de conversar. Eu também gosto de jogar bola, tive um time de futsal na escola em que comecei dando aulas e agora jogamos em campeonatos, então eu sempre fui uma pessoa muito ativa. Na escola eu não posso dizer que sou a melhor aluna do mundo, porque eu não sou (risos), mas eu sempre fui uma pessoa que organiza muito as minhas coisas, deixo tudo certinho pra não ter que me preocupar depois. Eu sou muito “paz mundial”

Como você se define? Esperançosa. Eu acredito muito em mim e nas pessoas também. Eu nunca gostei de me conformar com pouco, eu sempre achei que podemos correr atrás do melhor pra gente, principalmente quando a gente quer. Um desejo é muito do que qualquer coisa, um sonho só precisa de que você realize, ninguém vai realizar ele por você, então você tem que se apaixonar pelas suas coisas antes das pessoas.

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