1.8 // MEIO AMBIENTE2.8 // MEIO AMBIENTE

Será realizada nesta sexta-feira (15), na Câmara Municipal de Santos, a primeira Audiência Pública relacionada aos impactos ambientais e os riscos da Cava Subaquática, construída no estuário entre as cidades de Santos e Cubatão. A audiência é a primeira de um ciclo de debates que será feito na Câmara.

A ideia dos debates surgiu do movimento “Cava é Cova”, que reúne voluntários da sociedade civil, moradores do entorno e mantém interlocução com o mandato da parlamentar Telma de Souza sobre o tema, Instituto Socioambiental e Cultural da Vila dos Pescadores, Movimento contra as Agressões à Natureza (Mocan), Coletivo Verde América e Associação de Combate aos Poluentes.

O segundo debate, marcado para o dia 22 de fevereiro (sexta-feira), está sendo promovido pelo vereador Fabrício Cardoso, integrante da Comissão Parlamentar do Meio Ambiente. A audiência tem como objetivo o debate entre os especialistas sobre a política de dragagem do Porto de Santos e a legislação ambiental envolvendo o tema.

As audiências irão ocorrer no Auditório Zeny de Sá Goulart, andar térreo da Câmara Municipal de Santos, que fica localizada na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1 – Vila Nova, às 18h.

Histórico Baixada Santista

A Baixada Santista possui um histórico de prejuízos ambientais e humanos, além de catástrofes com vítimas fatais, gerados a partir da negligência de empresas de grande porte instaladas na Região. Os principais são:

1984: Incêndio Vila Socó – Em fevereiro de 1984, um incêndio de grande porte deixou mais de 90 mortos e 3 mil desabrigados na Vila Socó (atual Vila São José), em Cubatão. A fatalidade ocorreu após o vazamento de gasolina de um dos oleodutos da Petrobras, que ligava a Refinaria Presidente Bernardes ao Terminal de Alemoa.

1993: Caso Rodhia – A unidade da empresa Rodhia, em Cubatão, precisou encerrar suas atividades no Município em 1993 devido à emissão de poluentes e descarte de lixo tóxico de forma indevida. Foi identificado que, em 15 anos, foram despejadas 12 mil toneladas de produtos químicos no solo. O fato teve consequências mais de 10 mortes e danos à saúde de 158 trabalhadores.

2015: Incêndio da Ultracargo – Um incêndio de grandes proporções, que durou nove dias, nos tanques de combustível da empresa Ultracargo, na Alemoa, em Santos, foi outro crime ambiental que marcou a Baixada Santista. O sinistro aconteceu em abril de 2015. Além do risco e contaminação do solo, ar, mar e rios, nove toneladas de 142 espécies de peixes, 15 foram mortas.

2016: Caso Localfrio – A emissão de gases tóxicos da empresa Localfrio, em Guarujá, ocorreu em janeiro de 2016 e durou 37 horas. Mais de 170 pessoas procuraram atendimento médico em quatro cidades.

saiba antes via instagram @revistamaissantos