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1.0 - SANTOS

Censo j√° registrou metade das √°rvores do Boqueir√£o

A Secretaria de Meio Ambiente de Santos vem realizando o censo das árvores na cidade. Depois dos bairros Gonzaga e Pompeia foi a vez dos dados serem coletados no Boqueirão. Metade do trabalho já foi executado, com mais de 800 contabilizadas, agora a equipe está voltada para as ruas localizadas entre as avenidas Conselheiro Nébias e Siqueira Campos.

A expectativa √© de que a contagem em todo o Boqueir√£o seja finalizada at√© fevereiro. A saboneteira (Sapindus saponaria)¬†√© a esp√©cie que t√™m apresentado predomin√Ęncia no Boqueir√£o at√© o momento e j√° havia sido a recordista de apari√ß√Ķes no Gonzaga (veja abaixo).

Rotina

Pela manhã, a bióloga responsável pelo trabalho, Sandra Pivelli, percorre as ruas acompanhada pelos estagiários da secretaria destacados para a realização do censo.  Além da contagem das árvores e identificação das espécies, eles medem a espessura do tronco da árvore e assim estimam a sua idade; verificam a projeção da árvore na calçada (o quanto de sombra que ela produz) e observam outras características do vegetal e do berço em que se encontra.

Também são anotadas a presença de flores, insetos, parasitas e epífitas (bromélias, orquídeas, samambaias etc.), além de possíveis interferências com a rede elétrica ou hidráulica.

A ocorr√™ncia de ber√ßos vazios √© uma das situa√ß√Ķes encontradas que recebe prioridade da Prefeitura. A Semam aciona a Secretaria de Servi√ßos P√ļblicos para que providencie o plantio de uma nova √°rvore ‚Äď geralmente ip√™s e guanandis, esp√©cies nativas da Mata Atl√Ęntica que t√™m ra√≠zes menos agressivas, s√£o priorizadas.

“Detalhamos tamb√©m a situa√ß√£o do local, pois √†s vezes √© necess√°rio realizar algum tipo de manejo. H√° ber√ßos em que encontramos tocos de √°rvores. Ou seja, ele est√° dispon√≠vel para abrigar uma nova, mas precisa passar por uma interven√ß√£o”, explica Sandra.

A estudante de Engenharia Ambiental M√īnica Duarte atuou no censo do Gonzaga e agora segue na equipe do Boqueir√£o. Para ela, a experi√™ncia √© uma oportunidade de complemento √† sua forma√ß√£o. “O conte√ļdo de Bot√Ęnica n√£o tem tanto destaque no meu curso e esta √© uma oportunidade que tenho para conhecer mais sobre as √°rvores e aprender a identificar se est√£o saud√°veis, por exemplo”, afirma.

Ambos estudantes de Biologia, Mateus Frati e Arthur Aguiar destacam que a experi√™ncia em campo permite ampliar ainda mais o conhecimento adquirido na universidade, mais focado no comportamento das esp√©cies no ambiente de floresta. “Por ser um trabalho realizado em uma √°rea urbanizada, al√©m do foco paisag√≠stico, relacionamos o papel ecol√≥gico das esp√©cies nos locais em que est√£o plantadas e a rela√ß√£o que as pessoas que vivem nas cidades t√™m com as √°rvores”, diz Mateus.

 Histórico

De março a setembro, o trabalho de campo esteve concentrado no bairro do Gonzaga, um dos mais arborizados da Cidade. Foram contabilizadas 941 árvores, pertencentes a 51 espécies, sendo saboneteiras, ingás, guanandis, chapéus-de-sol e ipês as mais comuns. Foram identificadas ruas sem a presença de árvores.

Anteriormente, a equipe do censo arb√≥reo j√° havia contabilizado¬†373 √°rvores de 41 esp√©cies no bairro da Pompeia, com predomin√Ęncia de ing√°s, saboneteiras, ip√™s, quaresmeiras e oitis.

 

Fotos: Rogério Bomfim/ Prefeitura de Santos