SANTOS 

O censo sobre população em situação de rua, que vai abastecer a Prefeitura de Santos de informações fundamentais para traçar políticas públicas a este público, será realizado em outubro, em uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Campus Baixada Santista. Será o 4º censo realizado no Município – o último, em 2013, constatou 797 pessoas vivendo nas ruas.

Nesta segunda-feira (16), na Vila Criativa da Vila Nova, mais um passo foi dado na elaboração do formulário de perguntas do censo e do mapa ilustrativo da Cidade com dados sobre pontos de concentração deste segmento. Se debruçaram neste trabalho durante toda a tarde, equipes da Seds que atuam com população de rua, abrigados nos serviços de acolhimento, professores, alunos da Unifesp e sociedade civil.

Nas próximas semanas, ocorrerão dois encontros de preparação dos recenseadores, com vistas ao trabalho de campo. ”O IBGE ainda não levanta informações de população de rua. A única forma de termos dados para pensar políticas públicas é por meio de levantamentos como este. Serão informações importantes para também dialogarmos com outros municípios”, disse a gestora do Programa Novo Olhar, Juliana Laffront, da Seds, ressaltando que o aumento de pessoas nas ruas é tendência nacional e internacional. “Se dá em razão das crises econômicas, do desemprego e da desigualdade social”, acrescentou.

Com a contribuição final dos participantes, o formulário de questões será consolidado e será verificada a quantidade de pessoas necessárias para o censo. “Estamos fazendo a divisão do mapa a partir da quantidade de pessoas nas ruas. Intuímos que a maior concentração ocorra na região do Mercado e no José Menino”, afirmou Juliana.

DIREITO HUMANOS

O material – mapa e formulário – vem sendo desenvolvido desde o ano passado entre poder público e universidade, a custo zero para a Prefeitura. Para a estudante de Serviço Social da Unifesp, Mariana Lucio de Oliveira, os dados do censo impulsionarão a atuação dos profissionais que trabalham com população de rua.

 “Não será uma coleta de dados por ela mesma. Estamos refletindo o que vai ser perguntado, como e por que será perguntado”. Participante do projeto Fênix, da Seds, Ricardo Augustus Ferreira, 50 anos, é outro participante. “A realidade nas ruas não é fácil, ainda mais nessa época de inverno”, disse ele, revelando que pretende fazer serviço social no próximo ano.

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