1.9 // COMPORTAMENTOREGIÃO 

A situação dos moradores de rua tem sido alvo de muitas críticas por parte dos santistas e, principalmente, internautas. A reportagem da MAIS SANTOS divulgou, recentemente, um levantamento de toda a Baixada Santista, trazendo um dado alarmante: passa dos 1500 o número de pessoas nessa situação. Além dos dados, um fato ainda mais preocupante: nenhuma prefeitura, até então, apresentou qualquer solução para esse problema social. A cidade de Santos, que divulgou ter 591 pessoas nas ruas, está sendo a única, por enquanto, a ‘tocar na ferida’, tanto que anunciou para esta sexta-feira (25) a entrega de um imóvel chamado de Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, conhecido como Centro Pop.

O novo edifício, que será entregue às 11h, irá atender 60 pessoas por dia e segundo o secretário de desenvolvimento social, Carlos Alberto Ferreira Mota, além do banho e alimentação, haverá lavanderia, vestiário com fraldário e armário para armazenagem de pertences. O novo recinto terá quatro baias para cães.

De acordo com a Administração, haverá também foco na capacitação e socialização. Será oferecido, aos assistidos da casa, cursos para reintegração dessas pessoas no mercado de trabalho e oficinas culturais de teatro, dança e música. “Nosso objetivo é melhorar o espaço para garantir a efetiva mudança na vida das pessoas”, afirmou Motta.  O endereço deste equipamento é Rua Amador Bueno, 446, Paquetá e o atendimento será de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas.

 

Cubatão – Em Cubatão não há novidades. Diante da repercussão da forma e a quantidade de moradores de rua, o prefeito Ademário Oliveira visitou essa semana a Casa de Emaús, que atende pessoas em situação de rua, com capacidade para 10 vagas, como casa de passagem, e mais 10 para acolhimento institucional. No levamento realizado pela reportagem do MAIS SANTOS, a cidade contabiliza cerca de 30 pessoas morando pelas ruas. Atualmente, na Casa de Emaús, são atendidas 18 pessoas, conforme dados da Secretaria de Assistência Social (Semas). A instituição oferece não só acolhimento, mas também atendimento social e psicológico em paralelo com o Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), Serviço de Saúde e Centro Pop para reinserção social, garantia de direitos, além de oferecer cuidados com higiene pessoal e refeições (café da manhã, almoço, café da tarde, jantar e ceia). O local, que fica à Av. das Nações Unidas, 330, na Vila Nova.  A cidade também presta atendimento na Casa do Recomeço, que funciona de segunda a sexta-feira, das 19 às 7 horas – na parte de trás do Centro Pop.

 

Foto: Divulgação – PMS

 

Leia as matérias que já fizemos sobre o assunto:

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