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1° de abril é o tradicional Dia da Mentira. A data é também conhecida como o Dia dos Bobos, quando as pessoas contam leves mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão. Comemorado por crianças e adultos, existem brincadeiras que persistem por vários anos.

A questão é que nos dias atuais as mentiras têm se tornado comum e de cunho prejudicial. Segundo a psicóloga, Aparecida Favoreto, o fake tem sido comum para prejudicar, construir e manipular.

“Esse dia deveria ganhar uma nova face. Acho que não cabe mais tratar esse assunto pelo lado lúdico. Devemos refletir, por que estamos mentindo tanto”, indagou.

De acordo com a especialista, essa quantidade de mentira está causando um mal-estar social: “As pessoas estão ficando descrente no país e na política”, disse.

Do ponto de vista psicológico a mentira, que não causa um dolo a outra pessoa, serve para melhorar a nossa convivência, até com nós mesmos.

Segundo Aparecida Favoreto, a mentira é uma forma estratégica para enfrentarmos a realidade. Nem sempre a inverdade é um desvio de caráter; “a mentira faz parte da sociedade”, ressaltou.

As pessoas de alguma forma se utilizam desse artifício em grau de escala maior ou menor, de acordo com a necessidade do indivíduo. “Socialmente somos ensinados à agir com polidez e cordialidade e, com isso, conseguimos uma melhor convivência”, pontuou.

A mentira pode ser leve, desde que não prejudique ninguém, ou seja aceita pela outra pessoa. “O problema é quando ocorre essa ação motivada por uma psicopatologia (são aqueles que são psicopatas e mentem para tirar proveito, prejudicar e ludibriar” afirmou.

Foto: Arquivo pessoal

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