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Cuidar das unhas, cuidar da saúde

Manter uma vida saudável significa entendê-la de forma integral incluindo, por exemplo, a saúde das unhas. Em princípio, esses anexos chamam atenção devido à estética, mas é preciso considerá-las como elemento vivo com exigências próprias, emitindo sinais da condição da saúde como um todo. Assim, em sua preservação deve-se evitar procedimentos desnecessários e agressivos.

As unhas crescem diariamente 0,1 mm nas mãos e 0,03 mm nos pés, graças a contínua reposição de células que precisam ser nutridas constantemente. Essas células vão se modificando, preenchendo seus espaços de queratina e possibilitando uma estrutura rígida, própria à proteção das pontas dos dedos. Em outros animais, essa estrutura formará cascos e garras.

A parte visível da unha, ou placa ungueal, representa três quartos do todo e na parte oculta fica a estrutura produtora. A cutícula tem a função de selar essa região e quando lesionadas fica facilitada a entrada de agentes infecciosos como fungos (principalmente), leveduras (causador do “unheiro”) e bactérias. As hepatites B e C podem ser transmitidas por instrumentos de manicure infectados, daí a importância do uso exclusivo e pessoal de alicates, palitos e toalhas.

Todos os traumas nas unhas podem causar alterações no formato ou aparência das unhas que irão aparecer posteriormente, quando a porção da unha traumatizada crescer e aparecer na região visível. Mas é importante frisar que essas alterações podem significar problemas sistêmicos de caráter circulatório, respiratório, infeccioso ou de outras origens. A carência de determinados nutrientes, como a biotina, podem causar o enfraquecimento das unhas.

As unhas são muito suscetíveis aos traumas tanto agudos quanto crônicos. Os traumas agudos devido a compressão ou choques podem ser seguidos de hematomas que, dependendo da gravidade, exigirão drenagem do local. Mas os traumas crônicos também são importantes. O uso continuado de sapatos fechados e apertados podem provocar alterações no ângulo de assentamento da unha, fechando as laterais do leito ungueal, provocando dor.

O ser humano evoluiu culturalmente e as unhas não se desgastam naturalmente com o atrito, portanto a onicotomia é necessária. Ou seja, é preciso cortar unhas regularmente, não apenas por questões estéticas, mas por higiene. É sabido que as unhas grandes permitem a manutenção de muitos microrganismos que podem causar infecções graves quando ingeridos.

O  Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), do curso de Farmácia da Unisantos, está disponível para solucionar suas dúvidas. O contato pode ser pelo e-mail cim@unisantos.br

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