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Demência senil

A expectativa de vida no Brasil e no mundo está aumentando. Mais pessoas estão atingindo oito ou nove décadas de vida. Atualmente, um pouco menos de 15% da população tem mais de 60 anos e, com o desenvolvimento da qualidade de vida, espera-se que essa proporção somente vá crescer. Com isso, o Brasil e nossa sociedade precisa aprender a conviver com um conjunto de doenças típicas dessa idade, ainda que evitáveis.

Além de hipertensão, diabetes, câncer, problemas articulares, algo que se apresenta em cerca de 18% da população idosa é a demência. Essa doença caracteriza-se quando dois ou mais desses fatores estão presentes e que interfiram nas atividades sociais e profissionais: perda de memória recente, baixa capacidade de aprendizado, confusão na percepção do tempo e do espaço, alterações de comportamento e de linguagem.

Alguns indicativos podem sugerir o início da demência em grau bastante suave. A pessoa pode se torna mais instável emocionalmente, vivendo com mais frequência momentos de raiva, ansiedade ou depressão, tornando-se mais impulsivo. O indivíduo também pode apresentar mais momentos de introversão, fechando-se em seus pensamentos. E também pode apresentar um comportamento mais irascível, menos agradável.

Existem várias possíveis causas para a demência, sem que seja possível um diagnóstico conclusivo sobre elas, por apresentarem sintomas e evolução relativamente semelhantes. Os problemas vasculares e a doença de Alzheimer (DA) são as duas causas mais comuns. A DA tem forte influência genética, mas também depende da qualidade de vida. Já a demência por distúrbios vasculares é consequência direta do estilo de vida (tipo de alimentação, nível de atividade física, tabagismo e excesso de bebida alcoólica).

Uma condição social que determina maior probabilidade de acometimento da demência é a baixa escolaridade e uma vida cultural menos desenvolvida. O estudo de uma língua estrangeira, por exemplo, não evitará a demência, mas poderá retardar e/ou diminuir o grau de comprometimento da doença. Porém, não existe nenhuma prática capaz de evitar ou deter a doença, apenas controlando a sua evolução.

Outros fatores de proteção, que reduzem o aparecimento da doença também estão sendo estudados. Por exemplo, viver ao ar livre, com múltiplas atividades e maior convivência social, como viver no campo, lidando com a terra em uma propriedade rural pode reduzir a incidência da demência. Por isso, viva bem, tenha amigos, passeie, conheça novos lugares, converse, divirta-se. Praticar tudo isso pode ser muito bom para a sua velhice.

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