4.1 // EMPREGOREGIÃO

Por Felipe dos Santos

No Brasil são, aproximadamente, 12,5 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com o último senso do IBGE, em janeiro de 2019. O país encerrou o ano passado com apenas 116 mil desempregados a menos, no comparativo com o 4º trimestre de 2017. Já na comparação com o 3º trimestre, houve uma redução de 297 mil pessoas no número de desempregados.

Com números tão expressivos, a realidade daqueles que estão à procura de oportunidade de emprego é muito difícil. A moradora de Cubatão, Patrícia Dantas Pereira dos Santos, 36 anos, está desempregada há 6 anos (desde 2014) e na última sexta-feira (05) ela participou de sua primeira entrevista de emprego.

“Nossa fiquei tanto tempo sem receber uma ligação, que pensei até que era trote. Fiquei muito feliz, mas, também, preocupada de como eu iria me sair”, disse.

Patrícia, casada e mãe de dois filhos, relembrou que o seu marido também ficou, 1 ano e 6 meses, sem trabalhar:”Foi um período muito difícil. Ele foi chamado para algumas entrevistas até que em janeiro conseguiu o serviço”, afirmou.

Depois de tanto tempo sem ser chamada para uma concorrência de trabalho, Patrícia disse que saiu confiante de que será chamada.

De acordo com a consultora de Recursos Humano, Rita Zaher, analisar a empresa que convidou o candidato para a entrevista é fundamental, sem fala da preparação anterior à analise.

“A preparação tem a ver com o equilíbrio. A pessoa não pode ir pensando em falar demais, ela precisa enfatizar a sua satisfação em relação a função preterida. É fundamental informar o que a interessado à vaga fez, até mesmo trabalho voluntário (caso a pessoa não tenha experiência), para contribuir com a contratante”, explicou.

A consultora esclareceu que o candidato precisa apresentar argumentos para que a empresa entenda que o perfil daquela pessoa se enquadra dentro dos interesses da instituição.

“Outra questão, é o interessado conhecer a empresa desejada. Ele precisa saber qual o tempo existência do órgão, história do grupo e qual é o serviço oferecido. Às vezes, a pessoa nem sabe ao certo o que ela fará, caso seja contratada”, alertou.

A especialista de RH lembrou da questão das vestes. Rita explicou que uma escolha errada pode comprometer o candidato. “Quando o interessado vai para uma entrevista em uma empresa multinacional, ou em um local em que as pessoas se vestem de forma social, é necessário que o entrevistado vá também com roupa social. Agora se uma vaga operacional o candidato te ma liberdade de usar, por exemplo, uma calça jeans, camisa pólo e tênis”, lembrou.

Rita comentou que a pontualidade é fundamental. Ela ressaltou que chegar antecipadamente pode ser um ponto muito favorável ao candidato.

Há menos tempo, moradora de São Vicente, Lilian Dantas Gomes Rodrigues, 41 anos de idade, está sem serviço há 3 meses. Ela fazia parte do quadro de funcionários que foram demitidos de um hospital, que fechou na cidade de Santos.

“Dentre desse período, eu já passei por 7 entrevista de emprego. Eu costumo estudar e me preparar para o mercado.  Na empresa que atuei eu já fiz até workshop de recrutamento. Treino habilidades, caso de sucesso e de fracasso, pontos positivos e negativos entre outras perguntas que sempre são feitas”, pontou.

Lilian comentou sobre algumas experiências negativas vividas em entrevistas: “Já ouvi de 2 recrutadores que o meu currículo era muito bom e que não precisavam de alguém tão qualificado assim. Eu me pergunto, como na área da saúde não querem profissionais tão qualificados”, indagou.

De acordo com a Lilian, o tempo de experiência e suas qualidades abrirá alguma porta de emprego futuramente. “Meus pontos positivos são os seguintes: empatia, disponibilidade, responsabilidade, amo minha profissão, sou muito dedicada à empresa, sou focada e sei trabalhar sob pressão e administrar conflitos”, ressaltou.

 

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