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Com a instalação da estrutura de peixe, de 3 metros de altura, na praia do Boqueirão, em Santos, cerca de 1,5 toneladas de lixo recicláveis foram coletados pela ONG Sem Fronteiras, por meio do programa Recicla Praia, nos últimos três meses.

“Além de obra de arte, são locais disponibilizados para o descarte de material reciclável e que precisam ser mais utilizados pelo santista e pelo turista. É a oportunidade que todos têm, depois de passar um dia na praia, de contribuir com a preservação do ambiente”, afirmou o presidente da ONG Sem Fronteiras, Marcelo Adriano da Silva.

Segundo o secretário em exercício, Éder Santana, entre 2016 até 2019, houve um aumento de 300% no recolhimento do lixo reciclável. “Em termos quantitativo, os números nos surpreenderam. O que mostra que a sociedade despertou para a importância do assunto”, diz.

Na opinião dele, a criatividade na confecção do equipamento também contribuiu para o sucesso do projeto criado pela Administração atual. “Foi uma grande estratégia. Mexeu com a curiosidade e, com isso, levou as pessoas a reflexão”.

Com objetivo de implantar uma política de educação ambiental, Éder Santana explicou que a invenção fez com que o munícipe ou turista saíssem do convencional. “O usuário recolhe o lixo e ao invés dele levá-lo no local comum, que seria numa caçamba, ele vai descartar num lugar bem diferente”, pontou.

O secretário em exercício afirmou estar muito contente com sucesso do projeto, para ele, os colaboradores da ONG Sem Fronteiras têm grande parcela de responsabilidade em tudo isso. “São pessoas batalhadoras, que não se cansam de trabalhar e contribuir com a Cidade. São educadores que passam a mensagem de forma prática”.

Reflexão – Quem também descartou material nas estruturas, ontem (23), foram os estudantes de nutrição da Unifesp, Gustavo Silva Azevedo e Giulia Sanchez, ambos 22 anos, moradores da Vila Mathias. “É importante para sinalizar o quanto a gente descarta de plástico e também como forma de conscientização para que as pessoas não joguem lixo em local inadequado como a faixa de areia. Essas estruturas nos levam à reflexão”, disse Giulia.

Na faixa de areia da Ponta da Praia até o Gonzaga, Lorenzo Lisboa, 5 anos, com um saco plástico nas mãos, recolhia tudo o que via pela frente na tarde desta quinta-feira (23) – tampinha de garrafa PET, copinho de iogurte e embalagem de biscoitos.

Quando chegou próximo à estrutura em formato de tubarão-baleia, que fica em frente à Concha Acústica para descarte de lixo reciclável, ele foi até lá depositar o ‘montante’. “Juntei para salvar o mundo”, disse o pequeno, dando exemplo de cidadania e consciência.

Ele estava acompanhado da mãe, a cabelereira Gabrielle Lisboa, 28, e da tia Benedita Vital, 71, que vieram de Iguape (Vale do Ribeira) passar uns dias em Santos. “Sempre fazemos isso, catamos o lixo que está jogado na rua”, falou a mãe.

Nos locais devem ser descartados somente lixo reciclável (plástico, papel, metal, vidro, isopor). A fiscalização dos descartes na orla é realizada pelas secretarias de Finanças, Segurança e de Meio Ambiente.

Foto: Divulgação/PMS

 

 

 

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