3.6 // EXPOSIÇÃOCOTIDIANO

Exposição premiada e com foco no ativismo feminino chega ao Miss

Difundido na internet e vencedor de prêmio internacional, Nós Madalenas – Uma Palavra pelo Feminismo, projeto fotográfico que tem a proposta de vincular a imagem da mulher ao protagonismo e à autonomia sobre seu corpo e narrativa, chega ao Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss).

Com a presença da fotógrafa Maria Ribeiro e das convidadas Fernanda Vicente, Neliane Simione e Daniela Sciencio, que realizam uma roda de conversa sobre Desconstrução de Narrativas, a abertura ocorre às 19h desta sexta-feira (14). Entrada franca.

A mostra tem a proposta de traduzir o que o feminismo significa na vida de cada uma das participantes – cada mulher traz em seu corpo a palavra escolhida estampada com batom. A série fotográfica também busca representar mulheres reais, com imagens sem nenhum artifício ou manipulação, questionando os padrões estéticos.

Idealizado e fotografado entre 2013 e 2015, o projeto teve grande repercussão nas redes sociais e tornou-se um livro que, além das fotos, traz depoimentos. A publicação foi lançada oficialmente em São Paulo, pela Fonte Editorial, com tiragem limitada. Em 2016, Maria Ribeiro foi premiada pela ONU Mulheres, em Nova York, com o Prêmio Ivone Herberts. A fotógrafa é a única brasileira a ter recebido a honraria, que reconhece a excelência e relevância do projeto para o empoderamento feminino.

A exposição pode ser conferida até o dia 10 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h. O Miss fica no piso térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão, na Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias. A entrada é gratuita.

A artista

Fotógrafa, ativista e cineasta, Maria é mineira de Belo Horizonte, graduada em Audiovisual e especializada em Direção de Fotografia pela Academia Internacional de Cinema – SP. Reconhecida pela forma revolucionária de retratar a mulher na mídia, seus trabalhos têm a premissa de trazer a mulher para uma posição de protagonismo. Realiza imersões em comunidades sertanejas, indígenas e quilombolas.

Realizou ações relacionadas à diversidade com inúmeros veículos, além de marcar presença em palestras em universidades, escolas e na ONU-NY. Com projetos publicados em mais de dez países, entre eles Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha e Portugal, a artista é a criadora da campanha #dontphotoshopme na web.

 

Foto: Divulgação

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