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Historiador de Santos lança livro sobre a escola de samba X-9

O historiador Odair José Pereira lança amanhã (15) o livro “Não somos bandidos – a história da escola de samba X-9”. O lançamento acontece a partir das 18 horas, na Casa da Frontaria Azulejada (Rua do Comércio, 92, no Centro de Santos).

“Não somos bandidos” conta a história dos dez primeiros anos da escola de samba X-9, de 1944 a 1954, conhecida como A Pioneira. A obra, dividida em três capítulos, tem 204 páginas. O nome do livro se refere a um samba feito por integrantes da escola, em 1954. Na época, a escola precisava de autorização da Delegacia de Diversões Públicas. O delegado, antes de autorizar, chegou a classificar os sambistas como marginais. O samba foi uma resposta da escola.

O livro é fruto – sofreu alterações para o mercado editorial – do TCC do autor em História. A obra passa pelas origens do carnaval, em Santos, mostrando as batalhas de confete, os movimentos carnavalescos, a interferência da imprensa, até chegar na formação das primeiras escolas de samba.

A X-9 surgiu neste cenário. Logo no início da história, a X-9 teve como maior adversária a Brasil, outra escola tradicional da cidade. É importante salientar que o crescimento do carnaval tem relação direta com os movimentos dos trabalhadores, principalmente portuários. A X-9 nasceu no Macuco, bairro de origem portuária.

Ainda na década de 40, a X-9 subiu a serra. Ganhou carnavais em São Paulo e fez muito sucesso na Capital no início da década de 50, a ponto de influenciar, inclusive, a criação de sambas-enredo.

O livro conta também a história das primeiras personalidades importantes do carnaval, como Tia Inês e Dráuzio da Cruz. Ele dá nome à passarela do samba, em Santos.

Em “Não somos bandidos”, Odair mostra que o samba tem origens, na cidade, no movimento dos quilombos. O livro volta até o quilombo do Pai Felipe, no século 19. Um mito derrubado: o carnaval de Santos sempre teve apoio do Poder Público. No início das escolas de samba, todos os recursos vinham da Prefeitura.

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