REGIÃOSANTOS 

O Museu Pelé fecha ao público nesta terça-feira (12) para manutenção nos telhados, que incluem a troca das 269 metros de calhas por peças de alumínio. Os serviços, mais completos que as intervenções pontuais de conservação até hoje realizadas, têm duração prevista de 60 dias, mas dependem das condições climáticas.

Trata-se da primeira etapa dos serviços a serem realizados nesse equipamento, orçada em R$ 198 mil e realizada com recursos do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista), e a única que exigirá a interrupção do atendimento ao público, de acordo com o secretário de Turismo, Rafael Leal.

O descritivo para a realização dos serviços, a cargo da M.R. Construtora, conta com 40 itens, entre eles limpeza de 376m2 de telhado, retirada e recolocação de 316m2 de telhas de barro, substituição de 453m de calhas e rufos, instalação de 137 m2 de forro de gesso acartonado e de 40m2 de subcobertura de manta aluminizada. A Prefeitura está ultimando os preparativos para a licitação voltada à instalação de portas de emergência, orçada em cerca de R$ 40 mil, e para o conserto de aparelhos de ar-condicionado (93 unidades evaporadoras e 17 condensadoras), com custo aproximado de R$ 150 mil.

 

PÚBLICO

O museu registrou 98% de aprovação dos visitantes, de acordo com a última pesquisa realizada, no segundo semestre do ano passado – apenas 2% definiram-se “pouco satisfeitos”. Quarenta e seis por cento alegaram “conhecer o museu” como o motivo principal da visita, enquanto 14% tinham interesse pelos assuntos das exposições. A maioria do público encontrava-se na faixa de 30 a 45 anos (44%), seguindo-se a de 45 a 60 anos (26%).

A predomonância era de visitantes de nível superior completo (36%) e pós-graduação (24%). A pesquisa constatou ainda que 95% dos entrevistados visitavam o equipamento pela primeira vez e 94% não estavam sozinhos – a maioria estava acompanhada por seu par (33%) e por amigos (26%).

CASARÕES

O Museu Pelé foi construído no local onde se encontravam as ruínas dos Casarões do Valongo, construção em estilo neoclássico de 1865, que serviu de sede da Câmara e da Prefeitura de Santos entre o fim do século 19 e o final da década de 1930.

Destruída após sofrer incêndios em 1985 e 1992, e reduzida a meia parede, a edificação, reconstruída, manteve a fachada no estilo original, assim como volumetria e acabamentos, e teve seu interior adaptado para receber o acervo do Rei do Futebol. O museu integra uma importante região do Centro Histórico, onde estão o Santuário de Santo Antônio do Valongo, de 1640, e a Estação do Valongo, de 1867, da primeira linha férrea de ligou São Paulo ao litoral.

O acervo do museu é composto por objetos e imagens que somam 2.444 peças. Em agosto, dispunha de 160 peças – 51 na exposição 4 Copas e Um Rei e 109 na Linha do Tempo. As peças são divididas em Documentais (fotos, filmes, áudios e objetos de referência na vida e carreira do jogador), Memorabília (objetos pessoais e referências para esportistas, pesquisadores e fãs de Pelé), Culturais (imagens, pinturas, esculturas, livros e outras representações artísticas doadas ou adquiridas por Pelé ao longo da carreira) e Esportivas, a exemplo do vestuário, equipamentos e objetos ligados ao esporte, como troféus, flâmulas e medalhas. O destaque é a Taça Jules Rimet, conquistada com o título da Copa de 1970, no México.

saiba antes via instagram @revistamaissantos