4.4 // GASTRONOMIAMANUAL

Por Juliana Moraes

Comer peixe na “Semana Santa” é uma tradição. Mas é preciso ficar atento, tanto na hora de escolher qual tipo de peixe consumir, quanto no momento de preparo e conservação dos alimentos.

Segundo o Centro de Vigilância Sanitária estadual, é importante escolher um local de compra do alimento em que o ambiente e os atendentes mantêm organização e limpeza, assim como as condições de conservação do produto.

Além disso, os rótulos dos alimentos devem apresentar algumas informações obrigatórias como nome do produto, nome e endereço do fabricante, lote e validade. Caso não apresente tais condições, acione a empresa responsável pela venda e solicite a troca.

Um grande alerta do Centro de Vigilância, é ficar atento a aparência adequada que cada tipo de peixe apresenta. Os peixes frescos não podem ter manchas, furos ou cortes na superfície, mas sim escamas bem firmes e resistentes, translúcidas e brilhantes, pele úmida e brânquias de cor avermelhada ou rosa. Em relação ao bacalhau, a presença de manchas escuras, amolecimento e o odor desagradável são características que indicam que o produto não está apropriado para consumo.

A Nutricionista Yasmin Meier, de 23 anos, explica que o peixe apresenta nutrientes que se destacam quando comparados a outros alimentos de origem animal, devido a quantidade e a qualidade das suas gorduras, proteínas, vitaminas e minerais. “Infelizmente o consumo de peixes é baixo quando comparado com o consumo de carne de boi e frango e, quando é consumido, na maioria das vezes as preparações são a base de fritura”.Ela afirma que o peixe é considerado uma proteína de alto valor biológico, por conter todos os aminoácidos essenciais, além de vitaminas e minerais. “Apesar de ser considerada uma carne magra, o que mais se destaca no peixe são suas concentrações de ômega 3, que vão variar de acordo com a espécie do peixe e onde ele habita. Esses ácidos graxos são chamados de essenciais pois o organismo não consegue produzi-los”. Yasmin aponta que pesquisas mostram que esses ácidos graxos são capazes de ajudar no controle da lipidemia, conter reações inflamatórias, auxiliar na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares e são extremamente importantes para a saúde do cérebro.

A dica da Nutricionista é consumir os peixes de águas frias e mais profundas como: o salmão, o arenque, o atum, a sardinha, a truta e a cavala que possuem mais ômega 3.

E os peixes enlatados? A opção mais saudável será sempre os frescos, aponta Yasmin. “Os peixes enlatados passam por um processo na indústria onde há a adição de sal e cozimento para que ele seja conservado, o tornando um alimento processado, portanto, seu consumo deve ser limitado”. Mesmo sendo alternativas práticas e baratas para o consumo de pescado, deve-se ficar atento no momento da compra e dar preferência aos conservados em óleo. “Apesar da praticidade e do baixo custo, é preciso se atentar ao excesso de sódio presente nesses alimentos e aos ingredientes, para isso é importante a leitura do rótulo dos produtos”, diz ela. Já pessoas que não tenham restrição ao sódio, o consumo de peixe enlatado não traz malefícios.

Já sobre o bacalhau, um dos peixes mais tradicionais, também é um dos que possuem um custo benefício maior. A dica da nutricionista para um peixe que possa se igualar ao bacalhau, é a Abrótea, que possui sabor e textura semelhante ao bacalhau, tendo como principal diferença o preço. “A Abrótea é bem mais barata e apesar de ser encontrada mais facilmente fresca, pode ser usada nas mesmas preparações que o bacalhau. Mas independente da escolha do peixe, do prato a ser preparado, ou até mesmo as propriedades nutricionais do pescado, o que mais importa é o que a Páscoa representa”, finaliza ela.

Benefícios do consumo de peixes

Ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares;
Contribui para o controle dos níveis de colesterol e triglicerídeos;
Melhora a memória e concentração;
Principal fonte de ácidos graxos essenciais (ômega 3);
Além de serem ricos em proteínas, vitaminas e minerais.

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