SANTOS 

Por Alexandre Piqui

Uma mega operação realizada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (19), desmontou uma quadrilha de estelionatários na Baixada Santista, Grande São Paulo e capital paulista. Os criminosos tinham como alvo ludibriar pessoas que anunciavam produtos em um site de compra e venda de mercadorias usadas.

A polícia começou a investigar a organização criminosa, após uma vítima da cidade de Teodoro Sampaio, no interior do estado, cair no golpe em março deste ano. Ela havia anunciado uma mesa de som no valor de R$ 12 mil. Segundo Edmar Caparroz, delegado titular do município que fica no oeste de São Paulo, a negociação começou pela plataforma digital, mas para o plano dar certo a golpista pediu para continuar a conversa por e-mail.

“A partir daí a pessoa recebe uma mensagem fake com todo o timbre, todas as características de uma mensagem verdadeira dizendo que aquele produto foi vendido. Mencionando que a liberação do valor pago pelo comprador ficaria condicionada a entrega no destino. Ou seja, na cidade de São Paulo. A vítima acreditando que tudo estava dentro da normalidade providencia por meio de uma transportadora a entrega do produto na capital. Depois disso, não mais consegue contato com o suposto comprador. Ela aciona a plataforma de vendas e recebe a informação que teria sido lesada em um estelionato”, explica o delegado.

Origem da quadrilha

A partir desta ocorrência se dá início a uma investigação que chega até a cidade de Bertioga, no litoral norte. Guilherme Luís Oliveira Miranda, 27 anos, que está foragido era motorista terceirizado da prefeitura da cidade litorânea. Uma pessoa, até então, acima de qualquer suspeita. É ele quem comanda o bando em dois núcleos.

“Em Bertioga eram produzidos esses e-mails, sendo o primeiro núcleo. Nós fizemos a leitura que em São Paulo a organização criminosa contava com um segundo núcleo de apoio, para receber o produto. Como funcionava? Uma vez, mantida a vítima em erro nessas trocas de e-mails, eles pediam que enviassem esses produtos para a capital e ficavam rastreando o pedido. Quando constava no status “saiu para entrega”, integrantes da organização criminosa iam para os endereços e se passavam pelos destinatários. Eles não residiam, na maioria das vezes, naqueles locais”, diz o delegado Caparroz.

O resultado da Operação Magneto

A polícia calcula que cerca de 30 pessoas caíram no golpe, à quadrilha roubou mais de R$ 350 mil em produtos. Luiz Ricardo Dias Lara Junior, delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais de Santos (DIG), apresentou os números da operação.

Foram 59 mandados de busca e apreensão expedidos pela justiça, 31 mandados de prisão, ao todo 90 medidas cautelares. Os investigadores prenderam 19 pessoas. O trabalho contou com a participação de 217 policiais, 74 viaturas do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Deinter-6), (Deinter-8 – região de Presidente Prudente) e o apoio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

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