SANTOS 

Os serviços da Prefeitura de Santos para a população de rua ganharam uma remodelação importante: a partir de agora, o Projeto de Abordagens Integradas (PAI) passa a funcionar com uma regularidade de datas e horários.

Já nesta terça-feira (14), equipes das secretarias de Saúde, Meio Ambiente e Assistência Social (além de profissionais da Guarda Municipal) colocaram em vigor o atendimento diário, realizado em pontos estratégicos da Cidade, como os bairros do Centro, José Menino, Gonzaga e Vila Nova.

“A ação surgiu para fortalecer ainda mais o acolhimento que já acontecia a partir das ‘abordagens espontâneas’, como chamamos quando os agentes realizam rondas e conversam com os cidadãos em situação de rua, apresentando o serviço da Prefeitura, com alojamentos, atendimentos de saúde, psiquiátricos e, se necessário, de tratamento contra o uso de drogas”, explica o Secretário de Desenvolvimento Social Carlos Alberto Ferreira Mota, o Cacá.

Segundo o responsável, os locais escolhidos englobam as áreas de maior concentração de população de rua na Cidade, endereços que já vinham sendo apontado pela sociedade civil como necessidade de trabalhos mais intensos. “Além do mutirão, uma vez por semana em cada espaço, continuamos atendendo chamados pontuais de moradores, com denúncias a respeito de cidadãos em condição de rua, especialmente com a saúde em estado crítico”.

O secretário afirma que, mensalmente, são realizados mais de mil atendimentos a pessoas em condição de rua, número que deve ser ainda maior com a fixação do projeto. “Oferecemos o caminho completo de recuperação, seja de substâncias ou seja social. Em primeiro momento, oferecemos banho, vestimentas, alimentação e hospedagem. Caso aceite, o morador pode dar sequência ao projeto, fazendo os acompanhamentos psicológicos e de saúde, participando dos cursos de capacitação profissional e seguindo até o último estágio: oportunidade de trabalho”.
No total, cerca de 450 profissionais estão envolvidos no processo de reabilitação social da população de rua em Santos. “Isso contando apenas com os funcionários da Prefeitura. Sem falar da participação de voluntários da Sociedade Civil, que são fundamentais”.

Cacá afirma que não são despreza as iniciativas conhecidas como ‘sopões de rua’, mas acredita que os esforços da população poderiam acontecer de forma mais produtiva se aliados aos projetos da Prefeitura. “Podemos aproveitar a energia e o engajamento dos voluntários para posições importantes também dentro dos nossos projetos, com a organização necessária”.

O secretário lembra, ainda, da atuação de membros da comunidade na realização de censos e fóruns, como os das universidades federais USP e Unifesp. “Temos a intensão de chegar a resultados bastante precisos a respeito da população de rua na Cidade”.

Confira as datas e locais de atuação:

Às segundas-feiras – Mercado Municipal, Vila Nova
Às terças-feiras – Praça José Bonifácio, Centro
Às quartas-feiras – Rua Marcílio Dias, Gonzaga
Às quintas-feiras – Gruta Nossa Senhora de Lourdes (próximo ao VLT), José Menino
Às sextas-feiras – Praça dos Andradas, Centro

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