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Santos / Cotidiano

“Quem prescreve cloroquina é o médico e não o prefeito”, diz Paulo Alexandre Barbosa

Neste domingo (24), o Prefeito de Santos Paulo Alexandre Barbosa fez transmissão online sobre o enfrentamento da Covid-19. A live contou com a participação do médico infectologista Marcos Caseiro. Dentre os destaques, Paulo falou sobre uma pequena manifestação de pessoas que aconteceu neste domingo pedindo o retorno das atividades e pedidos do medicamento cloroquina. “Entendemos que as pessoas estejam sendo manipuladas politicamente, gente pensando em se eleger candidato a prefeito, vereador. Quem quiser saber, vai na unidade de saúde e pede para ver. Quem prescreve cloroquina é o médico e não o prefeito”.

Profissionais de saúde da Prefeitura falaram sobre o assunto em vídeo inserido na live e informaram que a medicação está disponível e é prescrita, dependendo dos casos.

“Enquanto pesquisadores, esta discussão se polarizou de forma absurda. Temos quem defenda e os que não. Isso não tem o menor sentido. Evidentemente temos poucos estudos com qualidade. Acho que esta questão é secundária. A coisa funciona assim – Não está escrito na bula que tem indicação para coronavírus. É usado para malária, lupos, algumas doenças reumáticas. O que sugerimos em nosso manual de conduta é sobre o consentimento informado. A Prefeitura disponibiliza, e cabe ao médico a decisão de receitá-lo em conjunto ao paciente”, diz Marcos Caseiro.

Pesquisa

“A pesquisa epidemiológica, realizada afim de averiguar a presença do vírus na Baixada registrou na primeira etapa 1,41% e 2,2% na segunda etapa”.

“Colhemos 2.500 amostras na Baixada. É um projeto pioneiro e determina quinzenalmente a progressão da semana. O aumento não foi tão importante, mas em alguns municípios, foi significativo. Junto com estes dados, podemos começar a discutir a flexibilização, acompanhando a progressão dos casos em tempo real.

“Temos que enxergar o que a pesquisa mostra naquele momento. O uso de máscaras certamente vai trazer um impacto importante para a população. Certamente temos uma incidência de casos maior por um motivo, porque testamos mais. Quem diagnostica mais, acha mais casos”, finaliza o médico.

Testes

“Mais de 20 mil testes foram aplicados na cidade. Fizemos com o Drive Thru e aplicação direta. Tivemos uma fila intensa em todos os dias. Mais de 100 pessoas trabalharam durante a ação”, diz Paulo Alexandre.

“Poucas cidades do Brasil estão fazendo testes como Santos. Fizemos uma conta na última semana, temos aplicação de 1 teste para cada 19 habitantes. É uma das maiores médias do Brasil”.

Lockdown

“Santos não considera o lockdown. É importante deixar claro para quem está nos acompanhando. Independentemente da decisão do Estado e da União”.

“Vamos apresentar a versão final do plano de retomada econômica nesta semana. Recebemos dezenas de sugestões de diversos setores para que elas possam ser incorporadas. Quem vai decidir sobre a flexibilização são os indicadores da saúde”.

“Este debate é importante. Sabemos que existem pressões e artifícios que não são legais. Digo para o meu pessoal que vamos seguir tomando as decisões de forma técnica. Não vamos decidir por pressão”.

Transparência

Paulo Alexandre Barbosa lembrou a audiência sobre a transparência das informações sobre a pandemia que Santos presta em seu portal.

Neste domingo (24), Santos chegou ao número de 2.700 casos confirmados da Covid-19 desde o início da pandemia, após a Seção de Vigilância Epidemiológica (Seviep) receber mais 334 notificações de resultados positivos da doença entre munícipes – o maior número num intervalo de 24 horas. Até sábado (23), eram 2.366 confirmações – alta de 14,1%.

Não houve a confirmação de covid-19 entre pessoas que faleceram. Desta forma, a Cidade continua contabilizando 107 óbitos pela doença. Outros 32 óbitos suspeitos estão em investigação e aguardam resultados laboratoriais.

O site para estas e outras informações relacionadas a Covid-19 é www.santos.sp.gov.br/coronavirus.