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1.0 - SANTOS

Trabalho pode projetar a Santos do futuro

Por Silvia Barreto

Uma ferramenta que pode auxiliar, e muito, prefeitos e gestores públicos. Esta é uma das funções que podem ser atribuídas ao estudo chamado de Governança Sustentável, elaborado pelo diretor da Unip, Edison Monteiro, em seu pós-doutorado feito pela Universidade de São Paulo (USP).

Através de uma pesquisa bastante detalhada feita com prefeitos, gestores municipais, sociedade organizada, empresários e associações, foram definidos os indicadores a serem analisados apontando como a prefeitura está entregando à população seus serviços. “Cada um dos indicadores mostra, hoje, como o gestor está entregando o seu serviço para a comunidade. Isso passa a ser uma ferramenta de medição de resultados, do olhar da população e do olhar do gestor”, explica o diretor.

Para ter uma visão mais detalhada de vários setores da Cidade, a pesquisa foi dividida em dimensões: econômica, social, ecológica, cultural e espacial, sendo que foram estabelecidas notas como 1 (um) pior e 5 (cinco) como excelência. Santos recebeu a nota 3. “O resultado da Cidade está bem posicionado. É importante que a gestão municipal aproveite essa informação, para que possa analisar e tomar decisões para que se busquem resultados em áreas que precisam de melhorias”.

Ao final, o diretor da universidade garante que planeja tornar públicas as principais informações para que qualquer pessoa possa conhecer este trabalho e entender de que forma ele foi desenvolvido e computado. “Daqui a um ano, posso mandar para as pessoas que já responderam analisarem novamente, para fazermos uma nova fotografia da cidade, podendo analisar o processo evolutivo com uma análise comparativa de como a população enxergava o final da gestão e depois como enxerga a nova gestão escolhida”.

Na avaliação do autor da pesquisa, este trabalho tem uma importância muito grande para qualquer gestor. “O foco principal é a melhoria do cidadão, mas com uma gestão bem administrada, você passa a entregar um bom resultado. O gestor que não tem informação conduz sua ação de forma aleatória. É preciso saber o que está bom e o que está ruim”, garante Monteiro, que não tem dúvida quanto à eficiência deste trabalho para a administração pública e, consequentemente, mais qualidade de vida à população.

As cidades do Guarujá e a Praia Grande poderão ser os próximos municípios onde este trabalho venha a ser desenvolvido. Tudo depende do interesse e da participação da administração pública.

Comunitas – É um conselho que vai envolver várias representantes da sociedade organizada junto com a Prefeitura, que pretende projetar a cidade e discutir a Santos 500. Daqui a 30 anos, como nosso município estará em termos de planejamento estratégico. “É um ambiente importante, pois este trabalho que fiz converge nesse proposta. Nós podemos transformar a cidade de Santos em uma das melhores, usando todas essas estratégias de cidades inteligentes, para que daqui a 30 anos Santos seja um diferencial no Brasil”.

Como exemplo, o coordenador dessa proposta conheceu o trabalho desenvolvido em Maricá, onde já se projeta a cidade em anos futuros. “Precisamos projetar a Santos do futuro. E pode ser com o conceito de smart city, integrando todas as tecnologias”.