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Campanha contra febre amarela iniciará em fevereiro na Baixada Santista

Cerca de 1,7 milhão de pessoas devem ser imunizadas contra a febre amarela na Baixada Santista, a partir do dia 3 de fevereiro, data em que começa a campanha de imunização na região. O objetivo do governo do Estado é vacinar pessoas que residem em áreas ainda não alcançadas pelo vírus, mas que estão receptivas pois integram corredores ecológicos.

A finalidade é proteger a população preventivamente. A campanha começa em um sábado, “Dia D”, quando os postos de saúde dos nove municípios estarão abertos para atender a população, e ficará em vigor até o dia 24 de fevereiro. Na Baixada Santista, e em outros 31 municípios de São Paulo, a vacina será ofertada para a população total, devido à alta concentração de mata.

A campanha será realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina.

Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Quem já tomou uma dose da vacina, mesmo se fizer parte dos municípios incluídos na campanha, não precisará se vacinar novamente. A vacina aplicada até o momento (dose padrão) tem validade para a vida toda, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Dose convencional

A campanha também prevê a oferta de 1,5 milhão de doses convencionais, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina, grávidas residentes em áreas de risco e portadores de doenças crônicas, como diabéticos, cardiopatas e renais crônicos.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Foto: Divulgação

Fonte: G1

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