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Mesmo com limitações, autista pode ter vida próxima do normal

“Mudei a forma de enxergar a vida. Passei a não dar importância para problemas pequenos”. Essa frase é da Eliana Claudia Pinto Álvares Pereira, de 46 anos e mãe de dois filhos. Ela contou para o site Mais Liberado Junior, no Dia Internacional de Conscientização do Autismo, como é a rotina, dificuldades e alegrias de ter um filho autista.

O Rodrigo, de 19 anos, tem 1,90 de altura, 140 quilos e autismo clássico. Ou seja, ele não tem contato verbal, não interage espontaneamente e possui estereotipias, que é caracterizado por um comportamento sempre idêntico, repetido da mesma forma e sem um objetivo aparente. O Renan, de 21 anos, não possui a síndrome. “Ele (Rodrigo) é sociável, simpático e respeita o pessoal aqui de casa”, explica Eliana.

Rodrigo é sociável e simpático

Rodrigo é sociável e simpático

Entre as tarefas cotidianas, ele vai à escola especial, sai com a mãe para comer, passear e viajar e também faz aulas adaptadas de natação.

Eliana explica que uma das dificuldades é lidar com o comportamento do filho. “As vezes ele tem surtos. Por exemplo, na puberdade, ele ficou mais agitado. Agora que cresceu, esta mais calmo”, explica. Juntamente com a psicóloga que acompanha o caso, a mãe resolveu mudar de remédios tradicionais para homeopatias e medicamentos naturais.

Apesar de sofrer com preconceito, Eliana afirma que “Tudo é alegria. Qualquer evolução que ele tenha já é uma felicidade, até mesmo largar a colher e começar a comer de garfo”.

Descoberta e preconceito
Eliana descobriu que o Rodrigo tinha autismo quando ele tinha apenas um ano e oito meses. “Percebi que meu filho era diferente: não olhava nos olhos, chorava por tudo. Mas nunca pensei que ele tinha autismo”, explica.

Para ter o diagnóstico, ela foi a um pediatra. Ao ouvir do médico que o filho tinha claros sinais de autismo, Eliana ficou indignada. Mesmo assim, ela seguiu a recomendação do especialista e foi procurar um neurologista, que acabou por confirmar a suspeita.

Hoje, Eliana faz parte do Grupo Acolhe Autismo, que promove reuniões, palestras e passeios para os pais de pessoas com a síndrome.

Por Gabriel Rosário

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