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Confira dicas de como se proteger no mar durante o fim de semana

No último domingo (23), um idoso morreu afogado na Praia do Tombo, em Guarujá. No mesmo dia, em Santos, guardas municipais salvaram três crianças de afogamento na orla do José Menino.

 

 

Foto: Prefeitura de Santos / Reprodução 

Por Vinícius Farias

Com a chegada do fim de semana e a possibilidade de sol na Baixada Santista, a maioria das pessoas pensa logo de cara em pegar uma praia. Mas se não tomar os devidos cuidados, o que era pra ser um dia de diversão, relaxamento e lazer, acaba se tornando uma tragédia. No último domingo (23), um idoso morreu afogado na Praia do Tombo, em Guarujá. No mesmo dia, em Santos, guardas municipais salvaram três crianças de afogamento na orla do José Menino. Saiba mais sobre os afogamentos e como se proteger no mar. 

De acordo com informações do GBMAR, só em 2023, 49 pessoas morreram nas praias do litoral de São Paulo. Mas um dado positivo é que 2159 vítimas foram salvas durante os 7 meses deste ano.

Idoso que se afogou no Guarujá 

Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução

Segundo os bombeiros, Marcelo Coelho Escobar Bueno, de 62 anos, se afogou em meio às pedras, no último domingo (23), na Praia do Tombo, em Guarujá.

O GBMAR foi acionado e quando os bombeiros marítimos foram socorrê-lo, a vítima apresentava grau 6 de afogamento. Na tentativa de salvar o idoso, foram realizadas manobras de reanimação cardíaca (RCP), até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que constatou a morte da vítima.

O velório de Marcelo aconteceu nesta terça-feira (25), no Cemitério Parque dos Ipês, em Jundiaí.

 

Três crianças salvas em Santos 

Foto: Divulgação / Prefeitura de Santos

Três meninos foram salvos do afogamento no Quebra Mar, na Praia do José Menino, em Santos, neste domingo (23), por volta de 20h. Dentre eles, dois eram irmãos gêmeos, de 10 anos, e a outra vítima tinha 9. O trio estava dando um mergulho no mar, quando foram muito para o fundo e começaram a se afogar, mas graças a Guarda Civil Municipal (GCM), que resgatou os meninos, agora eles estão bem.

Os gêmeos foram liberados na hora, pois já se sentiam bem, mas a outra vítima, de 9 anos, precisou ser levada para o Posto de Salvamento 1, onde havia uma equipe na Unidade de Resgate e Serviço Avançado (Ursa), do Corpo de Bombeiros, que realizou o atendimento médico para que ele recebesse oxigênio. Em seguida, o garoto foi encaminhado para a Santa Casa de Santos, onde fez exames que constataram que havia um pouco de água no pulmão da criança, que ficou em observação no hospital até receber alta médica no dia seguinte.

Dicas para se proteger no mar

Foto:  Helder Lima

Em entrevista à Mais Santos, a Capitão Karoline Burunsizian Magalhães, do GBMAR, tirou algumas dúvidas sobre os afogamentos e acidentes no mar, além de como se proteger.

Quais são as maiores causas de acidentes no mar? 

“O maior problema são os afogamentos. Eles acontecem em mais 90% das vezes nas correntes de retorno, que são os locais que estão sinalizados com uma placa de perigo. Então, a gente pede que as pessoas não entrem nesses locais e caso tenham alguma dúvida podem procurar um guarda-vidas mais próximo, para encontrar o melhor lugar para se banhar”, informou a agente. 

Existe algum limite que as pessoas devem ter na hora de entrar no mar?

“É aquele velho ditado, né? “Água no umbigo, sinal de perigo”. Então, as pessoas não devem avançar muito na linha do quadril, pois quando elas vão para o fundo acabam perdendo a mobilidade e se entrarem em uma situação de perigo elas não conseguem voltar. Então, “água no umbigo, sinal de perigo”.”

Ingestão de bebidas alcoólicas ou bebidas em geral e comidas são um problema na hora de entrar no mar?

“A gente pede que as pessoas não façam grandes refeições ou refeições pesadas e entrem no mar, pois pode ter o perigo da congestão. Pedimos que as pessoas façam refeições leves e não ingiram álcool antes de entrar no mar, pois a bebida dá a falsa sensação de “super-homem”. As pessoas perdem um pouco da real noção do perigo. Mais da metade dos óbitos acontecem por ingestão de álcool ou drogas”, informou.  

Quais os cuidados que devemos ter com as crianças na praia? 

“Sobre as crianças, os cuidados são os mesmos. Em relação aos afogamentos, pedimos para os pais redobrarem a atenção em relação às crianças perdidas. A gente tem em média 1000 crianças que se perdem por ano, por falta de atenção dos pais. Para evitar isso, pedimos que as pessoas procurem um guarda-vidas, peçam uma pulseira de identificação e coloquem nela os dados de identificação que possam ajudar na localização da criança, caso ela se perca”, finalizou Karoline.