PUBLICIDADE

- INVIS√ćVEL

Amigos ou colegas ou inimigos enrustidos?

Já ouviu aquele velho ditado amigos, amigos negócios á parte??

A verdadeira amizade estabelece-se dentro de um c√≠rculo restrito, no mais diminuto dos c√≠rculos das rela√ß√Ķes humanas.

Para serem aut√™nticas e verdadeiramente amigas, n√£o basta as pessoas conhecerem-se, ou que elas conversem, formem grupos, mantenham contatos constantes, freq√ľentem os mesmos lugares e ambientes, trabalhem lado a lado, sentem-se √†s mesmas mesas, convidem-se para irem ali ou acol√°, ou fa√ßam programas em comum.

Muitos confundem a convivência, ou uma relação de mero conhecimento entre as pessoas, com amizade. Muitas vezes, um aparente grupo de amigos, é um conjunto de inimigos enrustidos, e a própria inimizade estabelecida entre ex-amigos quase sempre evidencia que antes nunca existiu uma amizade real.

Muito triste as vezes achar que tens um amigo, mas na verdade é um inimigo enrustido ou aquele que só lembra de você quando necessita de um favor.

O s√°bio Mill√īr, escreveu: ‚ÄúTodo mundo tem uma por√ß√£o de amigos que detesta, e um ou outro inimigo de que gosta‚ÄĚ.

Há inimizades íntimas, e amizades superficiais, dentro de uma embalagem lassa onde se cola o rótulo enganoso da amizade.

Desde cedo aprendi, atento aos fatos e com a sensibilidade de minha pele, ser mais árdua a tarefa da convivência do que a da própria sobrevivência.

A luta pela sobreviv√™ncia tem, antes de tudo, o aux√≠lio cego e incondicional da sabedoria dos instintos. Isso facilita a tarefa da auto-conserva√ß√£o, que, no entanto, submete-se aos azares e √† sorte, esses viageiros errantes, que chegam e se v√£o, para o bem e para o mal, sem consultarem nossas in√ļteis inten√ß√Ķes.

Já a convivência não depende tanto do instinto, nem tanto do imponderável e do imprevisível, mas da condição de artista, ou arteiro que existe, ou não, em cada um de nós.

Conviver é uma arte no qual leva-se tempo para aprender, visto que, todos nós somos imperfeitos, impuros e ignorantes.

Quando alguém se defronta com um cão, conhece-o no primeiro encontro. Ou ele abana a cauda, ou late, ou rosna, ou morde, ou exibe uma cara de absoluta indiferença. Tudo nele é original, autêntico e verdadeiro

Mas, no primeiro encontro com um homem, pode-se deparar com um tipo que é apenas o tipo daquele momento. E é possível, ao longo da convivência com tal artista ou arteiro, jamais saber quem ele é, ou descobrir-se que ele era o oposto ou o avesso de suas aparências.

Amigos, amigos, negócios à parte.

S√£o muitos e tantos os neg√≥cios, interesses, cobi√ßas, concupisc√™ncias, ambi√ß√Ķes e metas em todos os campos das rela√ß√Ķes humanas, e s√£o t√£o incont√°veis os arteiros, que a √ļnica coer√™ncia parece estar com os eremitas e ermit√Ķes, amigos √† parte, √© claro.

Algo que aprendi com os ensinamentos nas artes marciais e na vida pois conheço muitas pessoas é que o poder e o dinheiro transforma as pessoas sem caráter!