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“Contador de Auschwitz” se diz arrependido

No início do que provavelmente é o último grande processo na Alemanha por crimes do nazismo, Oskar Gröning, 93 anos, acusado de participação na morte de 300 mil prisioneiros no campo de concentração de Auschwitz, disse nesta última terça-feira (21) estar arrependido diante do tribunal, na cidade Lüneburg, no norte da Alemanha.

“Não posso dizer nada a respeito dos incidentes (assassinatos), porque eu não estava lá. Não dizia respeito à minha área de trabalho”, afirmou Gröning.

No final de uma detalhada descrição de sua vida e de seu trabalho em Auschwitz, entretanto, ele admitiu certa cumplicidade moral. “Confesso aqui culpa moral, com arrependimento e humildade, diante das vítimas”, disse. “Eu peço perdão. Mas, sobre a culpa legal, os senhores é que devem decidir”, acrescentou, se referindo ao tribunal.

Durante dois anos, de setembro de 1942 a outubro de 1944, ele serviu no campo de extermínio à Waffen-SS, tropa de elite das Forças Armadas nazistas. Sua função era administrar dinheiro, joias e outros objetos de valor dos deportados – o que lhe valeu o apelido de “contador de Auschwitz”, dado pela mídia alemã.