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Dia Internacional da Mulher: consulta com ginecologista auxilia na prevenção de doenças que vão além do sistema reprodutor

A importância do cuidado com a saúde feminina, que envolve exames preventivos e idas rotineiras ao ginecologista, ainda não é uma cultura estabelecida no Brasil. De acordo com pesquisa realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), 5,6 milhões de mulheres não costumam ir ao ginecologista e 4 milhões nunca procuraram atendimento com este profissional.

O impacto desse cenário, ao contrário do que pode se imaginar, não se restringe apenas à saúde do sistema reprodutor feminino, como ressalta a ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Luana Ariadne Ferreira Zanchetta Souza. “O médico ginecologista é o profissional da saúde que mais tem contato com a mulher, sendo responsável por sua saúde no geral, auxiliando na investigação de doenças além da parte ginecológica, como hepáticas, renais e endocrinológicas, por exemplo.”

Essa dimensão de cuidados, como lembra a médica, garante à mulher uma maior probabilidade de diagnóstico rápido para diversas doenças, ampliando as chances de um tratamento eficaz e menos invasivo. “É importante lembrar que essa atenção com a saúde deve já ser iniciada na puberdade e estender-se até o período pós-menopausa, com duas consultas ao ano para manter a rotina preventiva”.

Luana explica que nestes momentos são realizados exames que envolvem avaliação física, ginecológica e até mesmo emocional. Além disso, são solicitados exames laboratoriais que incluem a parte ginecológica e outras funções. Exames de imagem também entram na lista com o intuito de avaliar a reprodução, mamas, abdômen e vias urinárias.

Entenda quais são os exames básicos ginecológicos:

• Papanicolau: consiste na raspagem do colo uterino para a coleta de células que auxiliam no diagnóstico de infecções causadas por doenças sexualmente transmissíveis, lesões pré-câncer de colo uterino e câncer de colo.

• Colposcopia e Vulvoscopia: ajudam na avaliação de todo trato genital inferior, localizando lesões e indicando o tratamento a ser seguido. Além de detectar a presença ou não do vírus HPV, responsável pelo câncer de colo uterino.

• Ultrassom ginecológico: analisa o tamanho, forma e desenvolvimento ou não de tumores uterinos, ovarianos e endométrio.

• Ultrassonografia transvaginal: indicado para pacientes em acompanhamento de endometriose.

• Ultrassonografia das mamas e mamografia: detecta precocemente o aparecimento ou não de lesões tumorais.