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Impeachment ou inconformismo pela derrota nas urnas?

Vinicius-Lino

Eis que acaba o carnaval e logo pensamos, agora se inicia o ano para o Brasileiro e o assunto que mais tem se escutado nas ruas e redes sociais com exceção do Vestido preto e azul ou como preferirem branco e dourado é o tal do suposto “impeachment” da Presidente Dilma. Sou fervorosamente contra o movimento de impeachment da Presidente. Ainda que tenho ressalvas e duras críticas ao seu governo. Assim como tenho ao Governo do Estado ao município e região. Lembrando que a sua eleição foi direta e democrática, onde o povo brasileiro decidiu que o melhor para o sua pátria seria essa escolha. Mas esse movimento me parece um inconformismo pela derrota nas urnas, do que uma reivindicação legítima. Sou contra até que se prove a responsabilidade pessoal da presidente em qualquer das hipóteses do artigo 85 da Constituição Federal e lei 1.079/50. Sendo assim, um eventual e remoto impeachment acabaria por colocar o Vice-Presidente Michel Temer na presidência, e não abriria novas eleições. A hipótese de novas eleições se daria caso às cadeiras de presidente e vice ficassem vagas antes de completado metade do mandato (2 anos) – chamado mandato tampão do artigo 81 da Constituição Federal. Já na hipótese de essas duas cadeiras ficarem vagas após a metade do mandato, teríamos eleições indiretas pelo Congresso Nacional, 30 dias após a última vaga. Existem outras vias para se cobrar, fiscalizar e participar da política, temos que ser a mudança que queremos no nosso País.