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Planalto diz estar atento ao “alerta” das ruas

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Após avaliar que usou uma estratégia errada ao lidar com as manifestações de 15 de março, o governo preferiu evitar se expor. Por isso, em reunião entre Dilma Rouseff e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça), na noite de ontem (12), foi tomada a decisão de que caberia ao vice-presidente e novo articulador do governo, Michel Temer, falar sobre a avaliação sobre as manifestações.

“O fato de ter menos gente nas ruas não diminui a importância do alerta que está sendo dado pela população, mostrando que é fundamental que o governo compreenda que há necessidade de dialogar e ouvir mais”, disse Temer, via assessoria.

A página do Facebook administrada pelo PT em nome de Dilma postou mensagem afirmando que “o combate à corrupção é uma meta constante” do governo da presidente. O post cita frase de Dilma segundo quem “a guerra contra a corrupção deve ser, simultaneamente, uma tarefa de todas as instituições, uma ação permanente do governo e também, um momento de reflexão da sociedade, de afirmação de valores éticos”.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, endossou a fala do vice-presidente dizendo que o governo “está atento” à pauta das manifestações. “Eu penso que, independentemente do seu tamanho, as manifestações devem ser consideradas e reconhecidas”, afirmou.

O Palácio do Planalto continua preocupado com o tamanho e o alcance das manifestações em todo o País. A preocupação aumentou com a mais recente pesquisa Datafolha, que mostra estabilização da perda de popularidade de Dilma – cujo governo é aprovado por só 13% da população -, mas apoio de 63% ao impeachment.

Com informacoes do O Estado de São Paulo