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#PortalMAISnaBienal: Presenças ilustres agitaram o final de semana!

Por Igor Fernandes, Rio de Janeiro

O primeiro final de semana da 17ª Bienal Internacional do Livro foi agitado! Por conta do tempo chuvoso, muitos visitantes decidiram ir ao evento e o trânsito nos arredores do Riocentro ficou bastante complicado. Dentro dos pavilhões, muitas filas se formaram para participar de encontros com autores e sessões de autógrafos. Muitos famosos estiveram na feira literária, entre eles, Rafael Vitti, Bela Gil, David Nicholls, Ziraldo, Thalita Rebouças, Padre Reginaldo Manzotti e muitos outros… Acompanhe tudo com o Portal MAIS!

O que rolou no sábado…

 

Ex-protagonista de malhação autografa primeiro livro

 

A Bienal é um programa para toda família e Rafael Vitti levou a sério essa ideia, fazendo questão de ter a companhia da mãe, Valéria Alencar, do pai, João Vitti, e do irmão, Francisco Vitti, no lançamento de “Quer se ver no meu olho?”. O livro reúne uma coletânea de poesias do jovem ator, que se considera um Arteiro Poetista, e esteve na temporada de “Malhação – Sonhos”, onde interpretava Pedro. Inclusive, o rapaz chegou a namorar a colega de elenco Isabella Santoni, que fazia a lutadora Karina. Entre o público, o casal tinha o apelido de “Perina”, mas o romance terminou antes do fim da novela.

Recebido por uma legião de fãs, Rafael foi paciente e fez questão de atender um por um. “É com muita alegria e gratidão que compartilho alguns de meus singelos e sinceros poemas com vocês! Espero que ins-pirem-se!”, afirmou. As adolescentes mais animadas, gritavam os nomes de dele e Francisco, que está na atual temporada de “Malhação – Seu Lugar No Mundo”. Nenhuma delas se incomodou em ficarem horas na fila para conseguir o seu autógrafo. “A ideia é inspirar as pessoas, principalmente, os jovens a exercitarem se expressar da forma que for. Vou expor até algumas páginas dos meus diários para incentivar e usar como exemplo de como me faz bem”, afirmou.

 

Principal autora infanto-juvenil brasileira se encontra com fãs

Com mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos, Thalita Rebouças recebeu de sorriso aberto as centenas de fãs que lotaram o espaço Encontro com Autores. Apesar do atraso na distribuição de senhas que davam acesso ao auditório, os adolescentes não se importaram com a demora para estarem perto da autora. A maioria eram jovens e crianças, que vieram até de Minas Gerais e Espírito Santo, somente para vê-la.

Em 2015, a autora está completando 15 anos de carreira e lembrou que o início da trajetória foi difícil. “No começo ninguém olhava pra mim, ficava no estande e ninguém me dava atenção. Agora eu chego, tem gente, tem pessoas fofas que gostam de mim e gritam meu nome”, contou. Nesta edição da Bienal, Thalita está lançando “Fala Sério, Irmão”. Mesmo sendo filha única, ela explicou que o contato com os leitores a ajudou a entender como é a relação entre irmãos. O livro é o sétimo volume da série “Fala Sério”, responsável por levá-la a listas de best-sellers. “A primeira vez que vi meus livros na lista dos mais vendidos, eu estava aqui na Bienal, aí comecei a chorar, abracei a minha editora, foi legal perceber que estava rolando”, lembrou.

O sonho de Thalita é levar os livros que escreveu para o cinema, porém a autora criticou a demora das produtoras na captação de dinheiro e execução dos planos. “Mas agora acho que vai rolar”, revelou. Já “Fala Sério, Mãe” deve seguir os mesmos passos de “Tudo Por um Pop Star” e virar peça de teatro no ano que vem.

Best-seller britânico se impressiona com o sucesso no Brasil

Diante de um auditório repleto de fãs, David Nicholls esbanjou simpatia durante o encontro no espaço Conexão Jovem. O inglês estranhou ao encontrar o Rio de Janeiro nublado e fez uma comparação com a cidade em que mora. “O Rio é incrível, mas não sabia que chovia por aqui. Parece Londres com praias!”, brincou.

Com milhões de livros vendidos pelo mundo, esta é primeira vez do autor no Brasil. Depois do grande sucesso “Um Dia”, que virou filme, Nicholls está lançando o novo romance “Nós”, em que retrata a crise conjugal de um casal de meia-idade. “Nele, os personagens viajam por nos países e 13 cidades da Europa. Quis falar sobre acontece depois que as pessoas se apaixonam e decidem ficar juntas. Mas ainda é uma historia de amor. Escrevi sobre aquilo que acontece nos dias depois do casamento. ‘Nós’ é uma espécie de sequência emocional do ‘Um Dia’”, contou.

Sobre a experiência de ver um título adaptado para o cinema, ele assume o que mais incomoda. “A pior coisa de transformar livros em filmes é cortar a trama. É muito frustrante resumir tudo em 90 minutos. Então, prefiro que a história seja levada para a TV, onde você tem mais tempo para desenvolvê-la”, revelou.

No fim da conversa, Nicholls foi só elogios aos leitores brasileiros e não escondeu a alegria de ver que são tão numerosos. “Na Inglaterra, meus leitores são mais velhos. Têm entre 30 e 40 anos. Fiquei positivamente surpreso em saber que os jovens brasileiros leem e gostam do que escrevo. Principalmente em um momento em que lutamos para convencer os jovens que livros são tão divertidos quanto tablets”, afirmou.
E teve também…

  • O Padre Reginaldo Manzotti foi ao estande da Editora Petra para autografar seu novo livro “Parábolas”, o segundo da Trilogia Sinais do Sagrado.
  • Com mediação de Ivana Arruda Leite, Bela Gil, Flavia Quaresma e Sonia Hirsch conversaram no Café Literário sobre os rumos da nova gastronomia, que tenta aliar o sabor e saúde.
  • O secretário Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, discutiu, logo em seguida, sobre os rumos das políticas para diminuir a violência na cidade com José Marcelo Zacchi. Durante a conversa, Beltrame classificou a luta pela segurança da cidade como “interminável”. Na ocasião, o secretário aproveitou para autografar o livro “Todo dia é segunda-feira”, biografia escrita com depoimentos dele para Sérgio Garcia.
  • Affonso Solano autografou exemplares da saga “O Espadachim de Carvão” e posou ao lado do personagem-título no estande da Editora Leya.
  • Os autores Ziraldo e Maurício de Souza passaram pela feira literária e se encontraram com leitores.

 

Já no domingo…

 

Escritor carioca lança o último livro de trilogia de sucesso e relembra as dificuldades que viveu

Autor de “A Batalha do Apocalipse” e da trilogia “Filhos do Éden”, Eduardo Spohr participou do Conexão Jovem e lotou o auditório, repleto de jovens admiradores. Em outubro, a saga criada por ele chega ao fim, com o lançamento do último livro, “Paraíso Perdido”.

Durante o papo, Spohr recordou o início de sua carreira, quando chegou a vender quatro mil livros de forma independente, além do pequeno estande que montou na Bienal de 2007, onde comercializou cem livros. “O que você quer vai ser possível, mas, além de trabalhar, vai ter que ter persistência”, falou para dezenas de escritores iniciantes que estavam na plateia.

Ainda bem que as dificuldades se foram e Spohr tornou-se um sucesso de vendas. O escritor carioca soma mais de 700 mil exemplares comercializados e entrou para o ranking dos livros de ficção mais vendidos no país. No final da conversa, trechos do novo livro do autor foram lidos em primeira mão.

 

Autora americana vive dia de popstar

A aparição de Colleen Hoover no auditório do Conexão Jovem pode ser facilmente comparada a de um ídolo popular, com direito a muita histeria e comoção. O espaço estava lotado de adolescentes, sendo a maioria da plateia dominada por garotas, que gritaram “eu te amo” ao vê-la e começaram a chorar. Entre as jovens, muitas fizeram declarações para a autora de como a vida mudou com as histórias contadas por ela. Algumas, até exibiam orgulhosas os nomes de personagens de seus livros tatuados nos braços e nos punhos.

Hoover é autora de sucessos como “Métrica”, “Essa Garota”, “Um Caso Perdido” e “Sem Esperança”, todos publicados no Brasil pela Galera Record, o selo juvenil da editora. São romances protagonizados por adolescentes às voltas com o primeiro amor, o amadurecimento e crises na família. “Quando escrevo, minha meta é apenas fazer algo divertido para os leitores. Não tenho a intenção de passar nenhuma lição”, comentou.

Impressionada com o carinho das fãs brasileiras, a escritora não tinha ideia de que era tão querida. “Isso é uma loucura. Não vou conseguir assimilar até voltar ao quarto de hotel e começar a chorar. Fico muito agradecida a vocês”, disse, sob aplausos. Hoover aproveitou para revelar que antes do sucesso, as viagens não faziam parte da rotina e ainda tenta se acostumar com a fama. “Até começar a escrever, há quatro anos, eu nunca havia saído de minha cidade no Texas, nunca havia viajado de avião. Então tudo é muito surreal e incrível para mim”, confessou sorridente.

E teve também…

  • Ziraldo voltou a Bienal ontem para uma nova sessão de autógrafos. Além disso, o autor também participou da programação Argentina, no estande do país homenageado deste ano. A conversa entre ele e o argentino Tute foi sobre o mundo dos quadrinhos.
  • O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) debateu com o cientista político César Benjamin sobre a crise do governo e as possíveis saídas para o impasse. O encontro no Café Literário teve forte presença do público adulto. Muitas pessoas não conseguiram senha e ficaram do lado de fora do espaço. Após a conversa, Jean autografou o livro “Tempo Bom, Tempo Ruim Identidades, Políticas e Afetos”, lançado em 2014.
  • No espaço Cubovoxes, Marcus Faustini e Rafael Dragaud conversaram sobre a relação dos jovens com a cultura digital.
  • O auditório do Conexão Jovem lotou para receber o escritor e cartunista Jeff Kinney. Ele é autor da série “Diário de um Banana”, que já vendeu mais de cinco milhões de exemplares pelo mundo, sendo 500 mil deles no Brasil , está traduzida em 28 línguas e chegará à décima edição no dia 3 de novembro, quando “Diário de um Banana – Velhos Tempos” vai ser lançado em todo o mundo.