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Cold Fire não trouxe a resolução que autoridades esperavam

O Corpo de Bombeiros iniciou, nesta quarta-feira (8), a utilização do “cold fire”, espuma especial, que quando entra em contato com as chamas diminui a temperatura e tem um rápido resfriamento, impedindo a propagação do fogo. A medida é uma tentativa de conter o incêndio nos tanques de combustíveis da Ultracargo, na Alemoa, em Santos, que já dura uma semana. Um reservatório está pegando fogo, mas as chamas e a fumaça foram rapidamente contidas. Foram disponibilizadas 4.500 litros desse material, que dissolvido na água, rendendo em torno de 100 mil litros.

Foram utilizados 360 litros na aplicação do Cold Fire, de acordo com Palumbo, ainda há o estoque de 8640 litros, “existe uma abertura no tanque, que não conseguimos apagar”.

Quando o cold fire parou de ser jogado sobre os tanques, as labaredas voltaram, com ainda mais intensidade. A fumaça é bem escura, e há cheiro de produto químico no ar.

Antes e depois do uso do "cold fire"

Antes e depois do uso do “cold fire”

 

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Nessa manhã (8), o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi e membros do Gabinete de Crise se reuniram para discutir o assunto.  “O governo federal está acompanhando o incêndio desde o primeiro dia. “Minha presença é uma determinação da presidenta Dilma, reforçando o apoio. O Governo Federal esteve presente com a Petrobras, com o exército, marinha, aeronáutica, Infraero e a Força Aérea Brasileira, FAB.”, afirmou o ministro Gilberto Occhi.

Também estiveram presentes, o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional, general Adriano Pereira Junior e o subchefe de Apoio a Sistema de Cartografia de Logística e de Mobilização, Brigadeiro Alcides Barbacove, do Ministério da defesa.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo já solicitou ao governo federal mais estoque de LGE, outro líquido gerador de espuma, que auxilia no combate ao incêndio. Em São Paulo são produzidos apenas 40 mil litros de LGE diariamente e todo o produto está vindo para Santos para manter estoque. O incêndio entrou no sétimo dia e ainda não há previsão para término.

Além desse reforço, profissionais do IBAMA sobrevoaram o local do acidente para checar os danos ambientais. Eles estão também orientando com comerciantes e moradores do bairro para que não consumam e vendam os peixes que foram encontrados mortos nos rios.