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Região / Saúde

Empresas que contrataram falso médico para atuar em PG são condenadas

Da Redação

As empresas CAP Serviços Médicos e Unidade Clínica de Ortopedia e Traumatologia (Ucot), assim como a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), foram condenadas a pagar indenização de R$ 500 mil, quantia a ser destinada ao Fundo Estadual de Direitos Difusos, em virtude da contratação de um falso médico que atuou no Hospital Municipal Irmã Dulce, em Praia Grande.

O homem, que se identificou como Henry Cantor Bernal e apresentou documentos falsos, trabalhou no hospital de agosto de 2019 a junho de 2020, data em que foi preso em flagrante.

A SPDM, gestora do Complexo Hospitalar Irmã Dulce, não contratou o falso médico diretamente, e sim por meio das duas empresas citadas na ação. Para o promotor de Justiça Marlon Machado da Silva Fernandes, houve uma “sucessão de erros grosseiros e o completo descuido” das empresas na exigência, análise e verificação dos documentos apresentados pelo falso médico, que passou vários meses atendendo a população sem ter qualquer formação na área médica.

Segundo os autos, a cópia de diploma apresentado pelo homem não tinha autenticação e apresentava indícios de tentativa de fraude no tocante ao reconhecimento das firmas. Além disso, ele encaminhou uma carteira de habilitação paraguaia em nome diferente do constante no diploma, fato que não foi observado pela contratante.

Outro lado

A SPDM esclarece que já tomou ciência desta decisão e que segue monitorando os desdobramentos do processo através de seu departamento jurídico, permanecendo à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários. Os representantes da CAP Serviços Médicos e Unidade Clínica de Ortopedia e Traumatologia (Ucot) não foram localizados.