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1.0 - SANTOS

Um cruzeiro onde as emoções se voltam para Roberto Carlos

Na tarde desta quarta-feira (20), milhares de passageiros aguardavam o momento do embarque no cruzeiro temático “Emoções em Alto Mar”, do navio Costa Pacífica, que está em sua 12ª edição. A atração especial nas quatro noites de viagem é o “Rei” Roberto Carlos.

As emoções que o cantor proporcionou aos 2.953 passageiros, ainda no Terminal, eram visíveis. Sorrisos, gritos de felicidades ao serem chamados para o embarque e vestimentas azuis e brancas mostravam a empolgação para o encontro, mesmo que de longe, com o “Rei”.

Entre todas as histórias que lotavam o local, a das irmãs Deucélia Madalena Flores Medeiros e Clélia Flores Medeiros Sleimam, que saíram do Mato Grosso do Sul para a primeira vez fazerem esta viagem, pode expressar os sentimentos envolvidos para este encontro.

Deucélia, aos seus 63 anos, é fã do cantor desde os seus 14 anos, ainda na “Era do Rádio”. As músicas do “Rei” eram acompanhadas pelo rádio, como ela lembra “de oito pilhas” na fazenda do seu pai, no Mato Grosso do Sul.

As canções eram acompanhadas com toda atenção possível, pois ganhariam as folhas do caderno no qual transcrevia todas as músicas. Recordar-se, mostrando orgulhosa as letras em seu caderno, que conseguia escrever toda música na terceira vez.

Até mesmo quando Roberto Carlos ganhou o Festival Sanremo, em 1968 e cantou em italiano, não se acanhou por não compreender o que era dito. A língua diferente não impediu que estivesse em seu caderno, mesmo que escrita da forma que conseguiu ouvir. Posteriormente, um primo ajudou a transcrever de forma correta.

Morando em uma cidade pequena, quando adolescente, esperava o seu pai viajar para a “cidade” e comprar as revistas Cruzeiro e Manchete. Deucélia rezava para que nas publicações, em alguma página, o Roberto Carlos estivesse. Na opção afirmativa, as fotos eram destacadas e ajudavam a compor o seu acervo.

Formada em Letras, nos anos em que lecionou, não deixou de lado toda admiração pelo “Rei”. As letras do cantor eram auxílio nas aulas, ajudavam aos alunos aprenderem interpretação de texto. Todo esse sentimento, que era espalhado, não deixou de fora a sua irmã Clélia, nove anos mais nova. De tanto escutar, acabou gostando do Roberto Carlos.

Naquela tarde, era Clélia quem a acompanhava nessa realização do sonho, e empenhava-se a tentar conseguir um encontro mais próximo possível entre sua irmã e o ídolo.

A cada chamada no Terminal para o embarque, a ansiedade das duas aumentava. Vestidos azuis para o jantar e cadernos com as músicas e fotos do cantor já estavam na mala. Tudo preparado para a realização do sonho.

Todos passageiros já no navio, inclusive as irmãs, aguardavam a chegada de Roberto Carlos. O cantor chegou, em seu carro vermelho, por volta das 17:30h, emocionando a todos que já estavam no navio.